Absolutismo

Última modificação em 30 de Julho de 2021 às 05:39

O que é absolutismo?

O absolutismo era o modelo político vigente na Europa do século XV a XVIII que concentrava todo o poder nos monarcas. 

Em relação à economia, esse período foi marcado por forte intervencionismo estatal, protecionismo alfandegário, balança comercial favorável, entre outros.

Como o absolutismo surgiu?

Devido às cruzadas prolongadas e as revoltas camponesas no fim da Idade Média, a nobreza se enfraqueceu bastante. Isso deu espaço para que os reis retomassem a sua relevância. 

Porém, não foi só o enfraquecimento dos nobres que os ajudou, mas o pacto que eles fizeram com os burgueses: eles prometeram desenvolvimento do comércio em troca do apoio burguês. 

E foi realmente o que aconteceu, já que os monarcas unificaram a tributação, padronizaram os pesos e as medidas facilitando as trocas, etc.

O auge do absolutismo na Inglaterra, por exemplo, aconteceu com Elizabeth I, que expandiu a economia. 

Na França, por sua vez, o ápice do desenvolvimento econômico se deu com o ministro Colbert, no governo de Luís XIV.

Quais foram as principais características do absolutismo? 

Além de um Estado ‘inchado’, o absolutismo ficou conhecido por uma série de características próprias na economia, como: 

Metalismo

Era o conceito de que para o Estado ser rico ele deveria acumular o máximo de metais preciosos, como ouro e prata. 

Portugal fez parte disso ao explorar o ouro de Minas Gerais, cujos navios eram saqueados por piratas a mando da Inglaterra, França e Holanda.

Esse acúmulo de metais, em poucos anos, deu origem aos primeiros bancos do mundo. Onde eram armazenados o ouro e a prata e convertidos em notas promissórias — o que seriam “cédulas primitivas”. 

Balança comercial favorável

Balança comercial era o monitoramento do número de importações e de exportações do país, sendo que ela só era favorável se as exportações ultrapassassem o número de produtos adquiridos do exterior. 

Mas por que essa é a condição para a balança ser favorável ou estar em superávit?

Por que quanto menos moedas estrangeiras estiverem no país, significa que mais dinheiro entrou, o câmbio diminuiu e a competitividade econômica nacional aumentou.

Pacto colonial

Era a imposição que os colonizadores faziam às colônias de comercializarem apenas com eles. Portugal obrigava o Brasil a exportar e importar apenas para ele, garantindo, assim, seu poder de barganha.

Então, a Coroa Portuguesa importava nossa matéria-prima a um preço de venda bem baixo e exportava o manufaturado a um preço bastante elevado. 

Essa relação só teve fim quando a Família Real veio ao Brasil e abriu os portos às nações amigas, para que o país exportasse para outros mercados.

Medidas protecionistas

Incentivo ao comércio, indústrias e marinha nacional. A ideia era valorizar os produtos nacionais de diversas formas, como com o aumento dos impostos sobre os produtos internacionais e imposição de barreiras alfandegárias. 

Espera-se, com isso, que as empresas nacionais faturem mais, contratem mais pessoas e beneficiem a população como um todo.

Quais foram as principais críticas ao absolutismo?

Os maiores críticos ao regime absolutista foram os iluministas. No campo econômico, esses pensadores defendiam o livre mercado, ilustrado pela frase do economista Gournay “deixai fazer, deixai passar, que o mundo anda por si mesmo.”

Outra ideia iluminista era de que a terra era de onde se gerava a riqueza, e não a indústria e o comércio.

Esses posicionamentos vinham dos fisiocratas — termo que remete ao pensamento de que a economia era regida por leis naturais da circulação de bens. Foram eles que influenciaram os liberais. 

O liberalismo econômico, contudo, já enxergava a riqueza como fruto do trabalho, não necessariamente das terras. Foi essa doutrina que pôs fim ao absolutismo e vigorou no século XIX, enfraquecendo apenas mais a frente, na crise de 29. 

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