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Fundos de Investimentos

Saiba tudo sobre o multimercado gigante do BB, o maior em patrimônio, e com mais de 200 mil cotistas

Seu objetivo é pagar acima do CDI com baixo risco, para isso procura se atencipar à trajetória dos ativos e aproveitar as oportunidades de mercado

Data de publicação:29/06/2023 às 08:00 -
Atualizado 8 meses atrás
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O BB Multimercado LP Juros Moedas FIC FI é o maior entre os multimercado: tem mais de R$ 17 bilhões em patrimônio e mais de 200 mil cotistas. Cifras que o colocam como o gigante do segmento. Mas o que teria levado o fundo a esses resultados?  

O BB Juros e Moedas tem por objetivo superar o CDI com a alocação de recursos da carteira nos mercados de juros e moedas, sem exposição ao risco de ações. Desde o seu lançamento, em 2006, ele acompanha de perto o seu benchmark, superando ou ficando abaixo dele em algumas “janelas”.

fundos multimercado

“A gente costuma entregar uma performance acima do CDI, com baixa volatilidade, temos um controle muito grande sobre a volatilidade” afirma o gerente executivo de renda fixa e câmbio da BB Asset Management, Flávio Mattos em relação ao fundo. “O objetivo dele é exatamente esse, ganhar do CDI com um orçamento de risco bastante limitado".

O BB Multimercado LP Juros Moedas  é formado (99,76%) por cotas do BB Top Juros Moeda LP que, por sua vez, tem 56% em títulos públicos pré, pós-fixados, e vinculados ao IPCA, psoições em moedas, dólar e euro, e renda fixa no exterior.

A gestão é ativa e com um leque variado de operações sempre na busca de um retorno acima do benchmark. São movimentos que tentam antecipar a trajetória dos ativos, aproveitar os bons momentos de mercado e para montrar operações estruturadas. 

Flexibilidade em operações

“O fundo é bastante flexível, ele se ajusta para capturar oportunidades, não é só direcional, não é só para capturar fechamento da taxa de juro, como aconteceu nos últimos dois meses”, explica o gerente. 

Entre as muitas possibilidades de atuação no mercado, ele destaca, por exemplo, exposição à taxa de juros doméstica, em títulos públicos e privados, operações na inclinação da curva, na inflação implícita (aposta que as próximas leituras de juros serão menores do que as que o mercado vem projetando), opções em juros na B3, apostas em trajetória de juros (Copom e DI futuro), além de operações com moedas e posições em juros americanos, de 5 ou 10 anos.

Carteira atual

O  BB Top Juros Moeda LP tem uma posição de mais de 56% em títulos públicos e 24% em operações compromissadas com esses títulos (dados de fevereiro).

 “Temos sempre uma posição em títulos públicos, tanto pós como pré e indexados ao IPCA. O prefixado e indexado ao IPCA, a gente acaba travando boa parte, de acordo com oportunidade do mercado” esclarece o gerente executivo da BB Asset. 

O gestor ainda revela que o fundo conta com posição prefixada na curva de juros doméstica, e algumas operações na inclinação. “Temos operado bastante com opções de juros domésticos, tanto de DI como de Copom, com boa performance".

Em busca de diferenciais, o fundo não deixa escapar oportunidades no crédito privado, tanto em títulos como em cotas de fundos. Especialmente a partir de maio, após quatro meses da crise de Americanas, quando o setor engatou em uma trajetória de recuperação, com retorno acima do CDI.

“Tivemos um bom grau de acerto nessas três posições: pré, dólar e venda de inflação implícita e, recentemente, o fundo fez até uma alocação tática muito específica no mercado de crédito privado local onde também está se recuperando e ficou muito atrativo”, esclarece Mattos.

O fundo ainda se posciona em  cotas de alguns fundos que aplicam em renda fixa no exterior, como parte de uma estratégia direcional. Para isso, atualmente, o fundo mantém cotas do BB Victorius Multimercado Fundo Invest C - CYM, que é do próprio Banco.

Moedas

O fundo mantém uma pequena parcela em opções com moedas. Rafael Guimarães, head de Fundos de Renda Fixa Ativos e Câmbio, diz que a preferência é por dólar e euro em funcão da liquidez dos ativos. "Pelo tamanho do fundo, temos de montar uma posição com bastante convicção para poder ficar nela de forma bem estrutural. Não temos liquidez para ficar em outras moedas".

Retorno e crescimento

Em uma das janelas, de junho de 2020 a junho deste ano, o BB Juros e Moedas navega de vento em popa. No período todo ele caminha acima do CDI, como é possível acompanhar no gráfico abaixo.  

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Até o dia 26 de junho deste ano, a rentabilidade é um pouco maior, de 26,89%, o que representa 103% do CDI, mas com uma volatilidade anualizada baixa, de 0,45%. Segundo Mattos, esse é um dos principais atrativos de venda do fundo e também justifica o forte crescimento em patrimônio líquido e cotistas nos últimos três anos.

“O costista que entrou nesse fundo não queria muito risco, queria ganhar do CDI. Mas sempre tem volatilidade, o fundo nunca vai funcionar como um relógio, mas a opção era por um fundo pudesse não se desviar muito do CDI”. 

E na prática, o BB Juros e Moedas tem atendido a essa expectativa. O gerente da BB Asset explica que se em determinado mês as estratégias não derem certo, vai ser um mês em que o fundo vai render 90%, 80% do CDI, após a cobrança da taxa de administração, mas é fundo que não entregará um retorno negativo.

Captação

Em meados de 2020, ao mesmo tempo em que o  BB Juros e Moedas entregava um retorno acima do CDI, a taxa Selic despencava para o menor nível de sua série histórica, para 2% em agosto daquele ano. 

“Naquele momento os investidores começaram a buscar opções para sair um pouco da renda fixa tradicional e tentar novas opções e capturar um retorno melhor” relata o head de Fundos de Renda Fixa e Câmbio. 

Com essa opção de retorno e baixa volatilidade, o fundo caiu no gosto do investidor na rede atendimento do banco. Seu patrimônio saiu de algo em torno de R$ 500 milhões em junho de 2020 para escalar e bater R$ 20 bilhões em julho do ano passado.

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O movimento na curva de cotistas demonstra da mesma forma que a estratégia de oferecer retorno perto do CDI com baixo risco tem conquistado o investidor.

“Essa boa performance do fundo em 3 anos, de 1 de junho de 2020 a 26 de junho deste ano, coincide com o crescimento do patrimônio líquido. Ele cresceu entregando um retorno acima do CDI”, ressalta Guimarães. 

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Mattos relata a dificuldade de concorrer com os juros elevados nesse período de quase um ano em que a Selic permaneceu em 13,75%. No entanto, com a perspectiva de queda dos juros no segundo semestre, a expectativa é a de que o BB Juros e Moedas volte a aumentar sua captação.

Os gestores da BB Asset trabalham com o cenário de queda dos juros a partir de agosto. Momento em que o fundo possa ganhar mais atrativos, considerando os diferenciais que tem a para proporcionar retorno acima do CDI.

Eles também esperam pela queda da inflação no exterior, principalmente, pelo recuo no preço das commodities, o que deve abrir espaço para o corte dos juros americanos. 

Já o Banco Central Europeu, segundo os gestores, parece ainda estar mais procupado com a inflação do que com a atividade, sinal de que podem haver mais algumas altas no horizonte. 

Em relação à China, a incerteza é grande. Alguma desaceleração pode afetar as exportações brasileiras, o que poderia, ao mesmo tempo, ser compensado com estímulos do governo chinês. 

Sobre o autor
Regina Pitoscia
Editora do Portal Mais Retorno.

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