Prévia do PIB, IBC-Br sobe 0,6% em julho ante julho, aponta o BC
Em junho, o indicador registrou avanço de 1,14% (dado revisado)
Considerado uma espécie de prévia do PIB, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu pela segunda vez consecutiva e atingiu alta de 0,6% em julho ante junho, na série dessazonalizada.
Os dados foram divulgados pela autoridade monetária nesta quarta-feira, 15. Em junho, o indicador registrou avanço de 1,14% (dado revisado).
O número do período veio acima da mediana das estimativas dos analistas, que apostavam em uma queda de 0,3% a alta de 0,8%, com mediana positiva de 0,4%.
No acumulado de 12 meses o IBC-Br subiu 3,26%. Já no ano, na comparação com o mesmo período de 2020, o índice avançou 6,80%. Na média móvel trimestral, a alta foi de 0,31% em relação aos três meses concluídos em junho.
De junho para julho, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 139,68 pontos para 140,52 pontos na série dessazonalizada. Este é o maior patamar desde fevereiro deste ano (140,98 pontos).
Divulgado mensalmente, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.
Oscilações
Após o primeiro semestre do ano passado, com a economia prejudicada por conta dos efeitos da pandemia da covid-19, o IBC-Br retomou as altas até a nova onda de lockdown, no início de 2021, que causou oscilação no índice.
Com isso, o indicador passou a oscilar. Em março, a atividade econômica recuou, mas em abril houve avanço. Maio registrou novo recuo e, em junho e julho, o indicador voltou a subir.
Projeções para o PIB
Atualmente, o Banco Central estima que o crescimento do País em 2021 será de 4,6%. Essa estimativa será atualizada ainda em setembro, no próximo Relatório Trimestral de Inflação (RTI).
No último Relatório Focus, divulgada pelo BC, os economistas do mercado reduziram as projeções para o PIB de 5,15%, na semana anterior, para 5,04% em 2021. E para 2022, ajustaram as estimativas de 1,93% para 1,72%.
O que pensa o mercado
Na visão dos analistas da XP Investimentos, a leitura do IBC-BR de julho trouxe algumas revisões importantes nos resultados dos meses anteriores. "O efeito de carrego estatístico para o terceiro trimestre deste ano - assumindo taxas de variação mensal nulas em agosto e setembro - corresponde a um crescimento de 1,0% ante o três meses imediatamente anteriores, com ajuste sazonal".
A projeção preliminar da casa de análises para o índice de agosto é de alta de 0,3% sobre julho e aumento de 5,6% ante agosto de 2020.
Além disso, para agosto, os analistas apostam em um crescimento de 0,4% para as receitas do setor de serviços (PMS), expansão de 0,4% para as receitas reais do setor de serviços (PMS), aumento de 0,2% para a produção industrial (PIM) e de recuo de 0,3% para as vendas reais do varejo ampliado (PMC).
"Ressaltamos que nossas projeções para o desempenho do IBC-Br também consideram outras variáveis, tais como produção agrícola (em termos mensais) e dados do sistema público de saúde", ressaltou a XP.
A aposta da XP é de expansão de 0,8% para o PIB no terceiro trimestre em comparação ao trimestre imediatamente anterior. "Nossa projeção para o PIB de 2021 permanece em 5,3%". Para o PIB, a casa revisou suas estimativas de crescimento de 1,7% para 1,3%.