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Economia

Pix desperta interesse de outros países, como Colômbia e Canadá, afirma presidente do BC

Roberto Campos Neto falou sobre o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro em evento sobre tecnologia cripto

Data de publicação:12/08/2022 às 15:11 -
Atualizado 2 meses atrás
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O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que outros países estão interessados em replicar a experiência brasileira de pagamentos instantâneos do Pix. "Estamos fazendo uma parte de Pix internacional. Eu tenho conversado bastante com o banqueiro central da Colômbia (Leonardo Villar). Ele me diz que querem fazer igual. Acho que podemos expandir o Pix pelo menos na América Latina em um primeiro momento", disse.

De acordo com o executivo, além da América Latina, outras regiões já demonstraram interesse. "O Canadá também esta interessado, porque o Pix é muito barato, custa R$ 5 milhões para o BC", disse, em palestra sobre "A regulamentação das criptomoedas no Brasil e no mundo", promovida pelo Escritório Figueiredo & Velloso Advogados Associados.

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Pix é o pagamento instantâneo brasileiro, criado pelo BC | Foto: Agência Brasil

Campos Neto citou ainda a agenda evolutiva do instrumento, com o Pix Cobrança, o débito automático e a liquidação não prioritária. O presidente do BC listou ainda os resultados do Open Finance, com mais de 7,5 milhões de compartilhamentos e 4 bilhões de chamadas de API na plataforma.

Além do Pix: CBDC, a moeda digital brasileira

Campos Neto argumentou também que a moeda digital (CBDC) deve ter uma "trilha principal" produzida pela autoridade monetária, que seria usada pelos demais bancos que queiram emitir suas moedas em cima de seus depósitos.

"É a única forma de ter certeza de que tudo funcionará de forma harmônica como o Pix. Isso envolve uma mudança de custo do projeto para o BC que não é trivial. Se fizéssemos só a central de liquidação, era um custo bem menor. O que aprendemos no processo do registro de recebíveis nos mostra que tem que ser centralizado, porque foi um pouco de caos."

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central

Envolvimento da CVM

O presidente do Banco Central avaliou também que deveria ter envolvido mais a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na discussão sobre a regulação de criptoativos.

"Mandamos mais de 40 projetos para o Congresso e todos foram aprovados. Após o debate com os parlamentares, o projeto de criptoativos ficou muito parecido com o que tínhamos pensado. Poderíamos ter envolvido mais a CVM, até tentamos. Agora vamos trabalhar juntos", afirmou. / Com Agência Estado

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