Economia

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira, 8, que a perspectiva é a de caminhar cada vez mais para finanças descentralizadas no mundo. Nesse sentido, avaliou que a maneira de fazer isso dentro do guarda-chuva dos bancos centrais é por meio do desenvolvimento de moedas digitais de BCs (CBDC, na sigla em inglês).

Mais cedo, o presidente do BC havia dito que o Brasil está na frente de outros países nas discussões do real digital e repetiu que é preciso ter em mente a saúde do sistema bancário nesse processo.

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Edifício do Banco Central do Brasil em Brasília - Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Comércio exterior

Campos Neto também respondeu que os dados da autoridade monetária não apontam para um grande volume de recursos do comércio exterior que estariam deixando de entrar no País. "Nossos números não mostram muita receita de exportação ficando lá fora. Falam em montantes US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões de receitas de exportação ficando lá fora, mas não vemos isso", afirmou.

Mercado de trabalho

O presidente do Banco Central disse ainda que diversos bancos centrais têm debatido sobre mudanças estruturais no mercado de trabalho durante a pandemia e seus efeitos no hiato do produto. "Recuperação do mercado de trabalho informal vai ser mais lenta, e diversas atividades que passaram a ser feitas remotamente talvez não voltem para o modo presencial. Não mudamos expectativas de hiato muito, mas temos que levar alguns efeitos estruturais em consideração", respondeu.

Campos Neto participou nesta sexta-feira de webinar do Itaú BBA.

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