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Estados Unidos criam 372 mil vagas de emprego em junho, acima das expectativas do mercado

Economia americana surpreende com a criação de empregos

Data de publicação:08/07/2022 às 11:51 -
Atualizado 3 meses atrás
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A economia dos Estados Unidos criou 372 mil empregos em junho, em termos líquidos, segundo dados publicados pelo Departamento do Trabalho do país nesta sexta-feira, 8. O resultado do payroll ficou acima das expectativas do mercado, que apontava para 265 mil novas vagas. Já a taxa de desemprego ficou inalterada em 3,6% pelo quarto mês seguido em junho, em linha com o consenso dos analistas.

No ano, o indicador já mostra a criação de 2,7 milhões de empregos, com uma média de 457 mil vagas por mês no primeiro semestre. Em contrapartida, o Departamento do Trabalho revisou para baixo os números de criação de postos de trabalho de maio, de 390 mil para 384 mil, e também de abril, de 436 mil para 368 mil.

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Economia americana surpreende com a criação de empregos | Foto: Wirestock

Em junho, o salário médio por hora teve alta de 0,31% em relação a maio, ou US$ 0,10, a US$ 32,08, vindo ligeiramente acima da previsão de alta de 0,30%. Na comparação anual, houve acréscimo salarial de 5,11% no último mês, também acima da projeção de 5%, o que, segundo analistas do BTG Pactual, confirma "o início da trajetória de acomodação dos salários em 12 meses".

"Setorialmente, o resultado foi bem disseminado, mas com destaque para a criação de vagas em Educação (com 96 mil novos postos) e Lazer e Hotelaria (com 67 mil novos postos), praticamente em linha com o último mês. Conforme esperado, seguimos vendo um resultado mais forte na geração de vagas no setor de serviços do que no setor de bens/manufatura."

Equipe de Research do BTG Pactual

Perspectivas para o payroll e a economia americana

De acordo com os analistas da CM Capital, o resultado bem acima das expectativas cria mais incertezas em relação aos rumos da política monetário no país. Com mais empregos, o ritmo de consumo pode continuar elevando, pressionando ainda mais os preços em um contexto de pressão inflacionária já bastante elevada, nos maiores patamares em 40 anos.

Assim, os especialistas destacam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve continuar com sua trajetória de altas nas taxas de juros, que hoje estão entre 1,50% e 1,75% após passarem por um aumento de 0,75 ponto percentual no mês passado. O objetivo da instituição é convergir a inflação para a meta de 2% nos próximos dois anos.

No entanto, o BTG ressalta que, apesar de outros dados econômicos divulgados nas últimas semanas apontarem para um consumo mais fraco nos Estados Unidos, "a forte criação de vagas somada a um resultado mais forte do que o esperado no ISM de Serviços reduz os temores de uma desaceleração mais acentuada" na maior economia do mundo.

Para os próximos três meses, os analistas pontuam que o payroll deve continuar registrando surpresas positivas, com o grupo de Educação liderando a criação de novas vagas de trabalho. / Com Agência Estado

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