Economia

A uma semana da reunião do Copom, para definir o novo patamar para a Selic, o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto, está no fogo cruzado do mercado, que faz pressão por uma esticada na taxa de juros capaz de controlar a inflação.

Nesta terça-feira, 14, ele reforçou, durante perguntas no evento MacroDay 2021, realizado pelo banco BTG Pactual, que o BC não tem necessidade de reagir a dados de alta frequência em meio ao processo de alta de juros.

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Presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto. - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

“Temos um plano de voo que olhamos em um horizonte mais longo. Significa que o BC não tem necessidade de reagir a dados de alta frequência”, disse, neste que é o último evento antes do período de silêncio do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre na semana que vem.

Em tese, a declaração de Campos Neto pode representar uma pá de cal nas expectativas dos agentes do mercado, que se perguntavam se o BC terá condições de cumprir a promessa de fazer “o que for necessário” para controlar a inflação, como vigorou na ata da última reunião.

A dúvida é se a instituição vai continuar subindo a taxa em 1 ponto porcentual até que se normalize os efeitos inflacionários ou se vai intensificar essa subida, com uma alta de 1,50 ponto porcentual, como é de preferência dos agentes.

Questionado se a comunicação do BC de que fará o necessário para a convergência à meta se refere ao ciclo ou ao ritmo de alta de juros, Campos Neto respondeu que a autarquia entende que pode levar a taxa Selic aonde for preciso para atingir tal objetivo.

“Não significa que o BC vai mudar plano de voo a cada dado de alta frequência”, disse, reconhecendo dados piores na ponta, com a inflação mais disseminada.

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Editor-chefe do Portal Mais Retorno.

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