Economia

O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) reafirmou nesta terça-feira, 10, por meio da ata de seu último encontro, a intenção de promover novo aumento da Selic, taxa básica de juros do País, na próxima reunião que acontece em setembro.

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Copom não descarta a possibilidade de aplicar um reajuste ainda maior na Selic - Foto: Envato

Ao mesmo tempo, a autoridade monetária deixou a porta aberta para um aumento na taxa até maior.

"O Copom enfatiza que os passos futuros poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária", disse a instituição no documento.

Em outro ponto, o BC pontuou que seu cenário básico e balanço de riscos indicam a adoção de um ciclo de elevação da taxa de juros para um patamar acima do neutro, algo já sinalizado no comunicado da semana anterior. O patamar neutro é aquele que, em tese, ocorre crescimento econômico sem aumento da inflação.

Na ata, o Copom reafirmou que a alta der 1,00 ponto porcentual da Selic anunciada na semana passada é uma decisão que "reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e, em grau menor, o de 2023".

Além disso, a autoridade monetária pontuou que o ajuste da Selic feito na semana passada também reflete a percepção do comitê de que “a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação".

Em outro trecho do documento, o BC enfatizou que considera a estratégia de ser mais “tempestivo” no ajuste da política monetária a mais apropriada para garantir a ancoragem das expectativas da inflação”.

Alta da inflação nas economias centrais

Além das análises locais, o Copom ressaltou que a evolução da variante delta da covid-19 traz risco à recuperação da economia global. Ao mesmo tempo, o colegiado destacou que ainda há risco relevante de aumento da inflação nas economias centrais, apesar dos movimentos recentes.

"Os estímulos fiscais e monetários no ambiente internacional estão promovendo um crescimento robusto e, daqui para frente, a dinâmica da inflação nas economias centrais e emergentes deve depender crescentemente dos canais de demanda”, reforçou o BC.

Para o comitê, novas discussões sobre o risco de um aumento duradouro da inflação nos Estados Unidos e a consequente reprecificação nos mercados financeiros podem tornar desafiador o ambiente para as economias emergentes.

Ainda assim, o colegiado considerou que o ambiente para países emergentes segue favorável com os estímulos monetários de longa duração, os programas fiscais e a reabertura das principais economias. / com Agência Estado

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