Mercado Financeiro

Os mercados andaram de lado nesta terça-feira, dia 13, mesmo assim, o Ibovespa, que mede a evolução das ações com maior liquidez na B3, fechou com alta de 0,41%, acima dos 119 mil pontos (119.297,13). Nível que não era atingido desde o pregão do dia 18 de fevereiro deste ano, quando bateu os 119.198 pontos. O que não deixa de ser uma recuperação dentro desse período, considerando que no dia 8 de março o mercado havia escorregado para 110 mil pontos.

A abertura da B3 foi em queda, com as notícias de que a agência de saúde americana, a FDA, havia suspendido a vacina da J&J, o que poderia atrasar o processo de vacinação em massa da população e, portanto, também o movimento de recuperação econômica. No entanto, as declarações da agência de que a medida não afetaria o ritmo de vacinação nos EUA ajudaram a aliviar as atenções. O anúncio de um dos índices de inflação um pouco acima do esperado também não chegou a definir o rumo da bolsa americana, nem respingou por aqui.

Bolsa vira o sinal e sobe na tarde desta terça-feira puxada pelas ações de empresas de consumo
Foto: Divulgação

Sem novidades mais expressivas no cenário internacional, os investidores locais se detiveram sobre os números positivos do varejo, alta de 4,1% no critério expandido (considerando setores de veículos e construção civil), e de 0,6% no critério restrito (sem eles), no mês de fevereiro. Ainda que a reação esteja a ligada a fatores sazonais, como a não realização do carnaval este ano, a sinalização não deixa de ser positiva indicando alguma recuperação da economia.

As empresas de consumo puxaram o índice, com alta de 1,52%. Na sequência, as empresas do bloco de materiais básicos, com maior peso sobre o Ibovespa (Vale, Klabin, Gerdau), com alta de 0,98%. Na ponta negativa ficaram as companhias do setor elétrico e as do ramo imobiliário, com quedas de 0,48% e 0,30%, respectivamente.

Dólar caiu

O dólar não teve fôlego e encerrou os negócios do dia com queda residual de 0,08%, cotado a R$ 5,718.

CPI da covid-19 e Orçamento seguem no radar

A cautela dos investidores nesta terça-feira também tem forte influência do cenário político e fiscal do país, que se mantém na mira do mercado.

O debate sobre o Orçamento 2021, a abertura da CPI no Senado para apurar a atuação do governo federal na pandemia e uma possível PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que pode estourar o teto de gastos do governo, eleva a apreensão dos investidores sobre os próximos capítulos desses assuntos.

A PEC é vista como uma estratégia que abriria espaço a emendas parlamentares no orçamento. A ideia, segundo analistas, é vista como mais uma manobra para acomodar pressões políticas, na medida em que parte do orçamento da saúde ficaria de fora do teto de gastos e seria bancado com créditos extraordinários.

Já sobre a CPI da covid-19, o presidente Bolsonaro segue tentando tirar a luz de cima do governo federal.

De acordo com analistas, a sua estratégia de que a CPI mire também a atuação de prefeitos e governadores para tirar o foco de seu governo pode eventualmente acabar no Supremo e resultar em mais uma derrota para o Palácio do Planalto, uma vez que a corte tem precedente no sentido de barrar a ampliação de CPI.

Wall Street sem rumo definido, com Nasdaq em alta

Nos Estados Unidos, o foco está voltado para a repercussão do anúncio da inflação de março, que subiu 0,6%, um ponto percentual acima das expectativas dos analistas. E os reflexos das declarações do FDA (agência de saúde americana, em inglês) que sinalizou que a suspensão da vacina da J&J não irá interferir na vacinação do país.

Em Wall Street, os principais índices das bolsas de Nova York seguem rumo indefinido, com destaque fica por conta da Nasdaq 100, que passou a operar em alta e, às 14h07, apontava elevação de 0,83%. Os papeis da SP&500 também começaram a mudar de caminho, com subida sensível de 0,25%. Já o Dow Jones ainda se mantém em baixa, com 0,50% de perdas.

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, membros do FDA (agência de saúde dos Estados Unidos, em inglês) voltaram a enfatizar que os casos de coágulos em pessoas que receberam a vacina da Johnson & Johnson (J&J) são raros.

Segundo eles, a decisão de suspender temporariamente a vacinação com o imunizante da J&J não irá interferir na velocidade de vacinação no país.

No final do dia, Dow Jones fechou com queda de 0,20%, aos 33.677 pontos, e o NYSE, com alta de 0,13%.

Bolsas asiáticas concluem o pregão desta terça-feira sem rumo definido com dados da China

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira após a divulgação da balança comercial chinesa e em meio a preocupações com o avanço da covid-19 não apenas no continente como em outras partes do mundo.

O índice japonês Nikkei subiu 0,72% em Tóquio hoje, aos 29.751,61 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,07% em Seul, aos 3.169,08 pontos, e o Hang Seng teve modesta alta de 0,15% em Hong Kong, aos 28.497,25 pontos.

Na China continental, por outro lado, o Xangai Composto recuou 0,48%, aos 3.396,47 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto registrou ligeira perda de 0,06%, aos 2.187,57 pontos. Já em Taiwan, o Taiex caiu 0,21%, aos 16.824,91 pontos.

Dados publicados nesta madrugada mostraram que as exportações chinesas deram um salto anual de 30,6% em março.

O resultado, porém, ficou abaixo das expectativas de um aumento de 40% e também aquém do acréscimo de 60,6% visto no primeiro bimestre. As importações da China, por sua vez, subiram 38,1% na comparação anual de março, superando previsão de alta de 25%.

Independentemente do que analistas esperavam, os números mostram que a China continua se recuperando com força dos efeitos da pandemia do coronavírus, o que pode encorajar Pequim a reverter medidas de estímulo monetário e fiscal.

O apetite por risco na Ásia é limitado pelo avanço da covid-19 em países da região, como Índia, Filipinas e Tailândia

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável nesta terça, com ganho marginal de 0,04% do S&P/ASX 200 em Sydney, aos 6.976,90 pontos. / com Júlia Zillig e Agência Estado

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