Mercado Financeiro

O mercado financeiro dá sinais de que está dividido e com dificuldade de estimar a tendência dos juros no País.

Na segunda-feira, dia 28, os estrangeiros que investem no mercado futuro de juros elevaram as posições líquidas vendidas em taxas de juro, de 3.723.288 para 3.746.792 contratos em aberto, um aumento de 23.504 contratos, de acordo com dados da B3. O investidor que se posiciona na ponta vendida desses contratos está apostando na queda dos juros, referenciados na taxa básica, a Selic.

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Estrangeiros e bancos assumiram posições esperando por uma queda dos juros

As estimativas de analistas do boletim Focus preveem uma Selic em torno de 6% (5,97%) para o fim de 2021 e de 3,78% para o fechamento do próximo ano.

O mesmo entendimento dos estrangeiros é compartilhado também pelos bancos, embora em outras posições no mercado futuro. Eles reduziram a posição líquida comprada em taxa de juro, de 5.638.813 contratos em aberto para 5.571.408 contratos, uma diminuição de 67.405 contratos.

Isso significa que caiu o número de investidores que estavam na ponta comprada, apostando na alta das taxas, e agora reavaliaram essa posição. Passaram a se alinhar, portanto, com os investidores estrangeiros no mercado futuro, torcendo igualmente pela queda dos juros.

Um grupo que está na posição contrária é dos investidores locais, que reduziram a posição líquida vendida em taxa de juros, de 2.179,567 contratos em aberto para 2.091.677, uma diminuição de 87.890 contratos. Uma posição que confere vantagem ao investidor se houver uma elevação dos juros.

Os movimentos contraditórios, protagonizados pelo grupo de investidores que estão na ponta vendedora, apostando na queda das taxas, quanto pelo grupo de investidores posicionados na compra, para tirar proveito da alta dos juros, são indicação, de acordo com os especialistas, de que o mercado está confuso e com dificuldade de prever a trajetória da Selic.

A movimentação dos juros futuros rende ganhos para quem acertar a mão na tendência dos juros, seja de alta ou de baixa, mas não influencia a rentabilidade do mercado de renda fixa em que o desempenho das aplicações está referenciado na taxa Selic, considerado juro à vista ou de curto prazo.

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