Mercado Financeiro

A tão esperada (e temida) ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), acabou que não trouxe grandes novidades sobre a alta ou s manutenção dos juros básicos nos Estados Unidos. E, por isso, o mercado financeiro relaxou, abrindo espaço para um fôlego vespertino nas bolsas de Nova York e aqui na B3, a bolsa paulista.

No fim do dia, o Ibovespa fechou o pregão aos 127.018 pontos, em alta de 1,54%. Acompanhou Nova York, onde o índice Nasdaq fechou em alta de 0,01%, S&P500 em alta de 0,34%. Ambos os índices renovaram máximas históricas de fechamento.

Foto: envato
Dólar sobe mais um dia seguido, influenciado pelos ruídos políticos e ata do Fed - Foto: Envato

O dólar, que tocou o R$ 5,28 na máxima do dia, recuou após a alta do Fed e encerrou o dia a R$ 5,24, em alta de 0,60%.

No documento do Fed, os dirigentes do banco central americano afirmaram que ficarão de olho para dados de saúde, mercado de trabalho e riscos de inflação - alta de preços que, para vários dirigentes, segue temporária. "A inflação subiu refletindo fatores transitórios em grande parte", escreveram.

Esse dado é de suma importância porque, se é transitória, deve retomar patamares mais baixos, o que afasta a necessidade de uma intervenção imediata do banco central nos juros americanos.

No entanto, os dirigentes avisaram que será possível, sim, ajustar política monetária, caso necessário.

Locação de automóveis

Aqui no Brasil, o pregão de hoje mostrou algumas tendências importantes para o investidor. É bom ficar de olho, por exemplo, nas ações das locadoras de veículos. Elas tendem a subir quando os números de venda e fabricação de veículos novos vão mal. Também podem se sobressair com o aumento da vacinação e melhor da circulação das pessoas.

A Anfavea informou que a produção de veículos nos Brasil teve queda de 13,4% em junho, ante maio. Com isso, os papeis da Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) fecharam em alta de 5,42% e 5,46%, respectivamente.

Bancos

Outro setor que teve um bom dia foi o bancário, que surfou a onda positiva em torno da expectativa de ajustes na reforma tributária. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que "o que estiver mal feito na reforma, vamos tirar, dentro da neutralidade tributária".

Entre os grandes bancos de varejo, Itaú Unibanco (ITUB4) apontaram alta de1,40%, Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,34%, unit de Santander (SANB11), de 0,73% e Bradesco (BBDC4), 0,73%.

Bolsas asiáticas fecham sem direção única

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quarta-feira, seguindo o comportamento de Wall Street na véspera, com investidores à espera da última ata de política monetária do Fed.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,96% em Tóquio hoje, aos 28.366,95 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,40% em Hong Kong, aos 27.960,62 pontos.

 O Kospi se desvalorizou 0,60% em Seul, aos 3.285,34 pontos, em meio a um novo salto nos casos de covid-19 na Coreia do Sul, e o Taiex registrou queda de 0,35% em Taiwan, aos 17.850,69 pontos.

Por outro lado, os mercados da China continental tiveram um pregão positivo, impulsionados por ações do setor industrial. O Xangai Composto subiu 0,66%, aos 3.553,72 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,68%, aos 2.446,99 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul, embora Sydney tenha estendido em uma semana o atual lockdown motivado pela covid-19. O S&P/ASX 200 teve ganho de 0,90%, aos 7.326,90 pontos. / com Júlia Zillig e Agência Estado

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