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O Credit Suisse informou nesta quinta-feira, 29, que seu lucro caiu drasticamente no segundo trimestre, devido às perdas vinculadas ao colapso do fundo de hedge Archegos Capital.

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Banco suíço foi duramente afetado por conta do evento que envolveu o fundo de hedge Archegos Capital - Fonte: Arquivo

Além disso, o redimensionamento da unidade de banco de investimento pesou na receita. O lucro líquido de abril a junho foi de 253 milhões de francos suíços (US$ 278 milhões), ante 1,61 bilhão de francos suíços (US$ 1,76 bilhão) reportados em igual período do ano anterior.

Os analistas esperavam que o banco registrasse lucro de 330 milhões de francos suíços.

As perdas com o colapso do Archegos Capital foram de 594 milhões de francos suíços no segundo trimestre do ano, após um prejuízo de 4,4 bilhões de francos suíços no primeiro trimestre. O banco publicou uma investigação sobre o assunto, segundo a qual funcionários de alto escalão não agiram de acordo com vários sinais de alerta.

De acordo com balanço da companhia, o banco adotou algumas recomendações após o evento, como a mudança de liderança do banco de investimento, investimento em recursos para a melhora da gestão de risco e na melhora da qualidade de informações.

A receita dos negócios de banco de investimento do Credit Suisse, por sua vez, caiu 41% na comparação anual, para 1,76 bilhão de francos suíços.

Outro lado

De acordo com Thomas Gottstein, diretor presidente do Credit Suisse, o banco entregou resultados resilientes no segundo trimestre, “reflexo de ações adotadas para enfrentar as questões sobre o Archegos e Supply Chain Finance. Estamos dispostos a aprender todas as lições necessárias com essas duas questões”.

No documento, Gottstein destacou que o banco reduziu significativamente sua alavancagem e melhorou o perfil de risco de serviços premium de seu banco de investimentos.

“No geral, continuamos aguardando uma normalização do nosso volume de crescimento nos próximos trimestres, em comparação com elevados resultados de 2020. Em uma revisão de estratégia dos negócios do grupo, devemos continuar adotando uma abordagem mais conservadora ao risco”. / com Agência Estado

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