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Renda Fixa

Quanto rendem os investimentos de renda fixa com a nova Selic de 13,25%

Rendimento nominal mais robusto aumenta a atrtividade dos títulos e fundos

Data de publicação:15/06/2022 às 20:39 -
Atualizado 16 dias atrás
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As aplicações de renda fixa, dos títulos aos fundos de renda fixa, com rendimento indexado à taxa básica de juros, a Selic, passam a render mais.

A taxa de referência dessas aplicações subiu de 12,75% ao ano para 13,25% nesta quarta-feira, 15, por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC).

selic
Decisões sobre taxas de juros são destaque na agenda econômica da semana

O rendimento nominal mais robusto fortalece a atratividade da renda fixa. Até pela perspectiva de continuidade do ciclo de alta dos juros, como já adiantou o BC no comunicado pós-Copom.

Para especialistas, a nova alta da Selic amplia as chances de juro real, acima da inflação, para os investidores da renda fixa. Uma possibilidade que aumenta também à medida que a inflação recue mais acentuadamente.

O rendimento de cada aplicação

Os dados de simulação da tabela, elaborada pela Mais Retorno, dão uma ideia de como fica o rendimento de uma aplicação no valor de R$ 1.000, pelo prazo de um ano, em tradicionais aplicações de renda fixa com a nova Selic de 13,25%.

A Selic é uma taxa de referência e indexador usado em títulos públicos, como os do Tesouro Direto. Em títulos privados, o indexador é o CDI, uma versão da Selic que anda colada à taxa básica, usado em CDB, LCI, LCA. Quando a Selic sobe, o CDI também acompanha.

InvestimentoRendimento
bruto (R$)
Desconto do IR
(R$)
Rendimento
líquido (R$)
Retorno
ao investidor (R$)
LCI (80% CDI)1.106,00 -.-1.106,001.007,68
CDB (100% CDI1.132,5029,811.102,691.004,66
Tesouro Selic1.129,6725,931.103,741.005,61
Fundos DI (*)1.124,2024,841.099,361.001,63
Poupança1.092,75-.-1.092,75 995,60
Fundos DI-2 (**)1.118,5523,711.094,84 997,51

(*) Fundos com taxa de administração de 0,50% ao ano

(**) Fundos com taxa de administração de 1% ao ano

Estratégias de investimento no novo cenário

A elevação da Selic beneficia de forma geral todas as aplicações de renda fixa. Tanto as que têm rendimento atrelado à Selic quanto ao CDI, afirma Victor Zucchi Meneghel, especialista em renda fixa da Valor Investimentos.

No cenário de continuidade do ciclo de alta até agosto, com possível novo aumento de 0,50 ponto porcentual, “ganham maior atratividade os títulos prefixados e os indexados à inflação com vencimentos mais curtos”.

O especialista explica que, nessa perspectiva, o valor do título cai, mas a taxa de rentabilidade sobe. “É um momento interessante para quem vai investir agora, porque os juros desses títulos estão maiores.”

Em movimento inverso, “os títulos de vencimentos mais longos e os atrelados à inflação tendem a passar por uma valorização, com queda nas taxas, o que favorece quem já está com o título e pretende resgatá-lo.”

Meneghel identifica oportunidades também em alocações táticas em títulos pós-fixados, públicos e privados. “A alta da Selic beneficia direto títulos indexados a ela, como o Tesouro Selic”, aponta. 

“Os títulos pós-fixados seguem interessantes, com o ciclo de alta dos juros”, avalia. Papéis privados como CDBs, CRI, CRA e debêntures estão com taxas risco/retorno atraentes, avalia o especialista do Valor.

Para o especialista, esses títulos ganham maior atratividade diante do cenário de juro alto e inflação em queda. O boletim Focus estima que a inflação recue para um nível próximo de 5% em 2023.

Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.