Economia

A inflação das famílias mais pobres cresceu 0,91% em agosto - mais uma vez, em ritmo mais acentuado do que para as famílias de maior rendimento, mostram cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados nesta quarta-feira, 15.

No acumulado de 12 meses, a inflação da população de renda muito baixa até média-baixa chega a dois dígitos- mais de 10%.

Foto: Arquivo
Alta dos alimentos puxou aumento da inflação das famílias de renda baixa - Foto: Reprodução

Alta dos alimentos

De acordo com o Ipea, o principal motivo foi a alta dos alimentos, que são mais relevantes na cesta de consumo da parcela mais pobre da população. Com o resultado, a inflação dessas faixas de renda acumula alta de 10,63% e 10,37%, respectivamente, em 12 meses.

Renda mais elevada

A inflação das famílias de renda alta, por sua vez, apresentou aumento de 0,78% no mês. Neste caso, a inflação acumulada em 12 meses é de 8,04%.

Além do menor peso dos alimentos na cesta de consumo dos mais ricos, essa parcela da população ainda se beneficia, do ponto de vista inflacionário, da menor pressão de preços do setor de serviços. É o caso da educação.

Cesta de bens e serviços

Para calcular as diferentes faixas de inflação, o Ipea constrói uma cesta de bens e serviços tipicamente consumida por famílias mais ricas e mais pobres.

A renda muito baixa considerada, por exemplo, é aquela inferior a R$ 1.808 por família. O modelo é alimentado pela coleta de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Revisão das estimativas da inflação

Após os últimos dados econômicos divulgados, como o avanço de 0,87% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto, as casas de análise já começaram a revisar suas projeções para a inflação em 2021 e 2022.

No cenário do BV,  a projeção para o IPCA saltou de 7,7% para 8,2% em 2021 e de 3,6% para 3,8% no ano seguinte. Já o Itaú BBA alterou suas estimativas para a inflação de 7,7% ´para 8,4% em 2021, e de 3,9% para 4,2% em 2022. / com Agência Estado

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