IGP-M registra deflação de 0,83% na 2ª prévia de outubro, segundo FGV
Queda nos preços é menor que a registrada no mesmo período de setembro
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve deflação de 0,83% na segunda prévia de outubro, informou nesta quinta-feira, 20, a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A queda dos preços é menor que a registrada após os primeiros 20 dias de setembro, quando o índice havia recuado 0,91%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) moderou o ritmo de deflação.
O indicador caiu a 1,19% agora, após ter cedido 1,22% na leitura anterior. Em contrapartida, o IPC-M acelerou a 0,29% no segundo decêndio de outubro, ante deflação de 0,12% na leitura anterior. Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) teve variação negativa de 0,06%, após subir 0,07%.
O que é a deflação?
Deflação é o termo utilizado para definir um cenário econômico de queda generalizada dos preços. Ao contrário dos períodos de alta inflação, por exemplo, em que os consumidores vão ao supermercado e se deparam com produtos cada dia mais caros, na deflação uma grande gama se torna continuamente mais barata.
A deflação é uma conjuntura que decorre de desequilíbrios nas relações de consumo - ou seja, a oferta de bens e serviços no mercado se torna maior do que o número de clientes demandando por ele. À primeira vista, isso é ótimo, não? Apostamos que você adoraria ir às compras hoje e encontrar os seus itens avaliados com preços menores. Contudo, na prática, deflação não costuma ser comemorada.
A verdade é que períodos deflacionários atuam como resultado de situações críticas na economia, em especial de sérias recessões. Afinal, alguns dos motivos para que a demanda caia de forma generalizada são o desemprego e a retração de investimentos empresariais - uma queda forçada no consumo pela queda da renda./ComAgência Estado.