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Economia

IGP-M sobe 1,83% em fevereiro e acumula alta de 16,12% em 12 meses, aponta FGV

Avanço no preço das commodities foi a grande influência no resultado do mês, segundo a fundação

Data de publicação:25/02/2022 às 09:29 -
Atualizado 3 meses atrás
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Considerada a inflação do produtor e utilizada como indicador para medir o aluguel, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,83% em fevereiro, 0,1 ponto porcentual acima do resultado do indicador do mês anterior - 1,82% - segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, 25.

Com o resultado mensal, o índice acumula alta de 3,68% no ano e de 16,12% em 12 meses. Em fevereiro do ano passado, o índice havia subido 2,53% e acumulava alta de 28,94% em 12 meses.

IGP-M sobe 1,83% em fevereiro e acumula alta de 16.12% em 12 meses, aponta FGV
Aumento do preço do milho ajudou a elevar o IGP-M de fevereiro, segundo FGV - Foto: Envato

O avanço do indicador de fevereiro foi menos acentuado do que o salto do IGP-M de dezembro para janeiro - de 0,87% para 1,82%.

Para este ano, segundo dados do último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta semana, a previsão dos economistas é que o IGP-M chegue no fim de 2022 no patamar de 7,33% e em 4,03% em 2023.

Forte efeito das commodities

De acordo com André Braz, Coordenador dos Índices de Preços do Ibre/FGV, a grande influência no resultado de fevereiro veio do setor de commodities.

“A inflação ao produtor fechou o mês de fevereiro sob influência dos preços de grandes commodities, como soja (de 4,05% para 8,91%), milho (de 5,64% para 7,92%) e combustíveis, com destaque especial para o óleo Diesel (de 2,30% para 5,53%). A contribuição desses três itens respondeu por 45% da taxa apurada pelo IPA”.

André Braz, do Ibre/FGV

Produtor Amplo (IPA)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,36% em fevereiro, ante 2,30% em janeiro, segundo levantamento da FGV. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,21% em fevereiro. No mês anterior, a taxa do grupo havia sido de 0,75%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,05% em janeiro para 1,50% em fevereiro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de -0,19% para 5,40%.

O estágio das Matérias-Primas Brutas reportou alta de 4,16% em fevereiro, contra 4,95% em janeiro. Contribuíram para o recuo do grupo itens como minério de ferro (18,26% para 5,49%), bovinos (1,94% para 0,47%) e mandioca/aipim (3,89% para 0,26%).

Preços ao Consumidor (IPC)

Segundo o Ibre, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,33% em fevereiro, ante 0,42% em janeiro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apontaram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,94% para -0,10%).

Por outro lado, os grupos Transportes (-0,17% para 0,26%), Comunicação (0,13% para 0,38%) e Despesas Diversas (0,14% para 0,16%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacaram-se itens como gasolina (-1,62% para -0,89%) e tarifa de telefone residencial (0,29% para 1,28%).

Construção civil (INCC)

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,48% em fevereiro, ante 0,64% em janeiro. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de janeiro para fevereiro: Materiais e Equipamentos (1,05% para 0,56%), Serviços (1,28% para 1,69%) e Mão de Obra (0,14% para 0,19%). 

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