Economia

Puxado pela alta de 4,79% da energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação, subiu 0,72% em julho, ante 0,83% no mês anterior, segundo o IBGE. Apesar disso, o resultado foi a maior alta para o mês desde 2004, quando atingiu 0,93%.

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Energia elétrica puxou a alta de 0,72% do IPCA-15 de julho, segundo IBGE - Foto: Envato

O número veio dentro da faixa esperada pelo mercado, que apostava em um intervalo entre 0,46% e 0,78%, com mediana de 0,65%.

Os dados divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a energia elétrica foi o maior impacto individual, responsável por 0,21% no índice do mês.

Em junho, quando entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, no contexto da crise hídrica, a alta foi de 3,85%.

Além da energia elétrica, o grupo Habitação respondeu pela maior alta em julho, de 2,14%, equivalente a 0,33 pontos percentuais do índice geral.

A segunda maior contribuição veio dos Transportes (1,07%), seguida por Alimentação e bebidas (0,49%). As únicas quedas foram em Saúde e cuidados pessoais (-0,24%) e Comunicação (-0,04%).

Habitação e transportes

O resultado do grupo Habitação, segundo o instituto, foi influenciado pelos aumentos nos preços do gás de botijão (3,89%) e do gás encanado (2,79%).

Já no grupo Transportes, a alta de 1,07% (0,22%) foi impulsionada pelas passagens aéreas (35,64%), que haviam caído 5,63% em junho.

Os preços dos combustíveis (alta de 0,38%) desaceleraram em relação a junho (3,69%), mas a gasolina, com alta de 0,50% em julho, acumula variação de 40,32% nos últimos 12 meses.

Alimentação

Os preços do grupo Alimentação e bebidas subiram 0,49% em julho, contribuindo com 0,10 ponto porcentual do avanço agregado de 0,72%.

Segundo o IBGE, os preços dos alimentos consumidos no domicílio aceleraram de 0,15% em junho para 0,47% em julho. Contribuíram para essa aceleração as altas do leite longa vida (4,09%), do frango em pedaços (3,09%), das carnes (1,74%) e do pão francês (1,81%).

Na alimentação fora do domicílio (0,52%), tanto o lanche (0,55%) quanto a refeição (0,53%) desaceleraram em relação a junho, quando registraram altas de 1,67% e 0,86%, respectivamente, informou o instituto.

Saúde

Por outro lado, de acordo com o IBGE, houve deflação no grupo Saúde e cuidados pessoais (-0,24%), que contribuiu com -0,03% no índice geral.

Esse cenário é reflexo do reajuste de -8,19% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 8 de julho, retroativa a maio de 2021. É a primeira vez que a ANS autoriza um reajuste negativo.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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