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Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra agrícola terá crescimento de 4,2%., com um recorde de 264,9 milhões de toneladas – 10,7 milhões a mais do que o obtido no ano anterior. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março.

Em relação ao levantamento de fevereiro, houve avanço de 0,7% na estimativa para a safra deste ano, o equivalente a 1,7 milhão de toneladas a mais.

IBGE e Conab acreditam em safras recordes de vários grãos para 2021
Brasil deve registrar novo recorde na colheita de soja, segundo IBGE e Conab - foto: Envato

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou suas estimativas nesta quinta-feira, que apostam em um crescimento ainda maior.

De acordo com a Companhia, a produção brasileira de grãos no período, em fase de colheita, deve atingir recorde de 273,80 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 6,5% - ou mais 16,8 milhões – em comparação com o período anterior

A produção brasileira de grãos na safra 2020/21, em fase de colheita, deve atingir recorde de 273,80 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 6,5%, ou mais 16,8 milhões de toneladas, em comparação com o período anterior 2019/20 (257,02 milhões de t).

Em comparação com o levantamento anterior feito pela Conab, de março, houve aumento de 0,5%, ou 1,48 milhão de toneladas a mais, "sustentado especialmente pelo crescimento de 1,1% na área plantada de milho segunda safra, além do ganho na produtividade da soja", diz a Conab em comunicado.

Conforme informações da Companhia, o destaque dá-se sobretudo a partir da consolidação do plantio das culturas de segunda safra e início de semeadura das culturas de inverno, com sustentação no aumento geral de 68,5 milhões de hectares e bom desempenho da soja e do milho.

Quanto à área total de plantio, o boletim da Conab registra um crescimento de 3,9% sobre a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares ante 65,93 milhões de hectares en 2019/20.

"Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra", explica a estatal.

Aumento na colheita de soja e arroz

De acordo com o IBGE, o Brasil deve colher novo recorde de soja em 2021. Segundo o instituto, a produção da soja deve crescer 8,5% ante 2020, totalizando 131,8 milhões de toneladas.

A Conab também aposta em números próximos ao IBGE quando o assunto é a soja. O volume de soja deve alcançar um novo recorde, estimado em 135,54 milhões de toneladas.

Isso representa um aumento de 8,6%, ou 10,7 milhões de toneladas superior à produção da safra do ano anterior.

Sobre o arroz, a pesquisa do IBGE acredita em um aumento sensível de 0,2%, somando 11,1 milhões de toneladas.

Já a Conab espera que essa redução seja de 0,8%, totalizando 11,09 milhões de toneladas do grão.

A área a ser colhida de milho, conforme o IBGE, aumentou 5,1% ante 2020, com alta de 3,0% no milho de primeira safra e elevação de 5,9% no milho de segunda safra.

Queda no cultivo de algodão e na produção de milho

O IBGE destaca que o cultivo de algodão herbáceo deve cair 16,9%, para um total de 5,9 milhões de toneladas, estimativa em alinhamento com a pesquisa da Conab, que também aponta o mesmo índice.

Quanto ao milho, a expectativa do IBGE é de um recuo de 0,2% na produção, por causa de uma redução de 4,4% no milho de primeira safra, mas crescimento de 1,3% no milho de segunda safra.

A produção total de milho será de 103,0 milhões de toneladas em 2021, sendo 25,4 milhões de toneladas de milho na primeira safra e outros 77,6 milhões de toneladas na segunda safra do grão.

Já a Conab sinaliza produção recorde do grão, com a previsão de atingir 108,97 milhões de toneladas e crescimento de 6,2% sobre a produção passada.

Ainda de acordo com a Companhia, serão produzidas 24,5 milhões na primeira safra (menos 4,6% ante 25,69 milhões de t de 2019/20), 82,6 milhões na segunda (mais 10,1% ante 75,50 milhões de t) e 1,8 milhão na terceira safra (praticamente estável).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da safra nacional de grãos que, somados, representaram 92,9% da estimativa da produção e responderam por 87,9% da área a ser colhida.

Conab aposta em crescimento na produção de feijão, amendoim e trigo

Quanto ao feijão, é esperado crescimento de 2% na produção, somando-se as três safras, totalizando 3,29 milhões de toneladas. A primeira safra tem a colheita praticamente concluída (1,12 milhão de t, queda de 4,2%0. A segunda está em andamento, projetada em 1,43 milhão de t (mais 5,1%) e a terceira com o plantio a partir da segunda quinzena de abril (estimada em 821,6 mil t).

Completam os números do levantamento também o amendoim, com produção total de 595,8 mil toneladas e crescimento de 6,9%

O trigo, cujo plantio deve ser intensificado a partir do próximo mês, sinaliza uma produção de 6,37 milhões de toneladas, representando aumento de 2,2% em comparação com 2020 (6,23 milhões de t).

Estatal analisa as commodities para exportação em 2021

Segundo o levantamento da estatal, o algodão em pluma continua com um cenário positivo no mercado internacional e, com isso, as exportações no acumulado de janeiro a março aumentaram 18,1% em relação ao último ano.

Já para o milho, a Companhia acredita que os embarques do ano devem continuar lentos. No entanto, dada a conjuntura no cenário externo, espera uma previsão de exportações em 35 milhões de toneladas para a safra atual, volume praticamente igual ao observado na última safra.

Para a soja, estima-se a venda para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas (aumento de 3%). Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. O suporte seria dado pela demanda internacional ainda aquecida e pelo alto porcentual de comercialização observado para a safra atual.

"Destaca-se, no entanto, as informações referentes às exportações de março, que foram 24% superiores em relação ao mesmo período do ano passado. Isso ocorreu em função do atraso da colheita, o que implicou em um ritmo mais lento nas exportações em janeiro e fevereiro, compensado no mês de março", conclui a Conab. / com Agência Estado

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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