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O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou as revisões de projeção de crescimento do PIB para 2021.  "A economia brasileira está de novo em uma rota surpreendente. Está dando indicações de que pode crescer bem acima dos 3,4% este ano. As revisões do mercado para crescimento estão acima de 4% e há quem preveja 5%", afirmou, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2021 (BIF), evento internacional sobre atração de investimentos estrangeiros para o Brasil, organizado pela Apex-Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governo federal.

PAULO GUEDES
Ministro da Economia, Paulo Guedes

Guedes ainda lembrou que organismos internacionais erraram previsões de crescimento da economia brasileira em 2020 e disse que o equívoco deve se repetir. Na terça-feira, 1º de junho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar o resultado do PIB do primeiro trimestre.

O ministro afirmou que o governo está revendo sua projeção de déficit primário neste ano de 3,5% para abaixo de 3% do PIB. Em discurso para investidores internacionais, alegou que os gastos extraordinários estão sendo "gradualmente removidos" e o país está voltando à "trajetória de controle e responsabilidade nas contas públicas".

"Não faltarão recursos para importação de vacina e produção local de imunizantes. Teremos produção própria de vacinas e aceleramos a importação do exterior", disse.

Melhora do ambiente de negócios

Para ele, uma Medida Provisória deve melhorar o ambiente de negócios no Brasil. "Vamos aprovar nos próximos dias MP que melhora o ambiente de negócios. Devemos melhorar de 30 a 40 posições no ranking mundial de ambiente de negócios", prometeu.

Há dois meses, o governo federal editou o projeto, apontado como um marco para consolidar mudanças que facilitariam a realização de negócios no País. Durante o lançamento da MP, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), Carlos Da Costa, previu avanço em 20 posições no ranking Doing Business, do Banco Mundial. 

O Brasil ocupa atualmente o 124º lugar e o objetivo de médio prazo do Ministério da Economia é chegar ao Top50 do ranking.

"Estamos preparando o ambiente de negócios para retomarmos o caminho da prosperidade", disse nesta segunda-feira Guedes. "Queremos que Brasil seja uma das maiores economias de mercado do mundo. Não apenas ser a oitava, nona, décima maior economia, mas ser uma economia de mercado", acrescentou.

O ministro também disse ainda que o governo tem reforçado a vocação da agroindústria brasileira e reforçou o fortalecimento da produção mineral. "Vamos reindustrializar o Brasil com energia barata", disse ele, num momento em que aumentam as preocupações no País sobre a possibilidade de falta de energia.

Reforma tributária a caminho

De acordo com Guedes, o Executivo encaminhará projeto de reforma tributária ao Congresso Nacional depois de já ter enviado o que trata da Administrativa. "As reformas administrativa e tributária devem avançar este ano", previu. "Vamos surpreender o mundo mais uma vez, pois o Congresso brasileiro é reformista", acrescentou.

O ministro pediu aos investidores recursos para o meio ambiente e a digitalização da economia brasileira. "Queremos ajuda e investimento de fora para construir futuro digital e verde. Uma árvore viva vale mais que uma morta, biofármicos, turismo, economia verde, tudo girará em torno da Amazônia", afirmou.

Segundo o ministro, a reforma tributária mudará o eixo das isenções tributárias da energia "fóssil e suja" para a economia verde e digital.

Apesar das críticas internacionais ao aumento do desmatamento no Brasil durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, Guedes ressaltou a importãncia do meio ambiente para a economia brasileira. "Vamos nos tornar centro da economia sustentável. A Amazônia será um centro de provisão de serviços para economia do meio ambiente", completou.

Investimento estrangeiro

Ele também admitiu que países da Ásia deverão continuar a encabeçar a lista de destino de Investimento Estrangeiro Direto (IED) global, mas demonstrou confiança na capacidade do Brasil de se manter na quarta posição desse ranking. "Temos que acelerar esse papel", disse.

Depois mencionar ações econômicas do governo no combate aos impactos da pandemia de coronavírus e também o processo de imunização da população, disse estar confiante na retomada do setor de serviços. "Com a vacinação progredindo, haverá retomada desse setor", disse ele.

Ressaltou que a aceleração das privatizações eve ajudar na relação que mede a dívida perante o PIB. No início da pandemia, lembrou o ministro, havia prognósticos de que a proporção do endividamento bateria na casa de 100%, patamar considerado apenas mais confortável para países avançados. "A relação dívida/PIB deve cair para 85% no fim do ano", previu, enfatizando que isso ocorreu mesmo com transferência "maciça" de renda do governo para a população.

Auxílio emergencial pode ser estendido

Mais uma vez, Guedes abriu a possibilidade de o governo estender o programa de auxílio emergencial, mas apenas se a pandemia se mantiver forte, com aumento de números de mortes em ascensão. Assim como em outras ocasiões, ele ponderou nesta segunda-feira que é preciso resguardar a geração futura sem que se deixe um aumento exagerado da dívida.

Ao final da apresentação, citou uma série de acordos comerciais internacionais com vários países. Alguns, de acordo com ele, já tiveram inícios importantes. "Esta é a transformação do Estado brasileiro, com um mergulho nos mercados globais."

Guedes espera concorrência alta em leilões

O ministro disse que espera "leilões bastante concorridos" para a privatização dos Correios e Eletrobras e afirmou que o programa de venda de ativos foi retomado. "Antes, vendiam subsidiárias, agora, estamos vendendo Correios e Eletrobras. Esperamos sucesso garantido com privatizações de Correios e Eletrobras, como ocorreu na Vale", comentou.

E acrescentou: "Com privatizações, vamos disparar imediatamente investimentos em áreas sociais críticas, como saneamento."

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