Economia

O dia parece ter começado agitado no Ministério da Economia com notícias de demissão no alto escalão, o nº 2 do ministério, após a novela de aprovação e sanção do Orçamento de 2021, que sofreu um veto de R$ 19,8 bilhões em despesas e um bloqueio adicional de R$ 9,3 bilhões. 

Reportagem do jornal "O Estado" traz como certa a demissão do secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues, do Ministério da Fazenda, nesta manhã de terça-feira. Para o seu lugar teria sido escolhido o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal. A demissão acontece após embates na sanção do Orçamento de 2021.

Waldery Rodrigues foi defensor ferrenho no ajuste do Orçamento para evitar maquiagem de despesas - Foto: Agência Brasil

Ainda de acordo com a reportagem do Estadão, a área comandada por Rodrigues foi uma das mais ferrenhas defensoras do ajuste no Orçamento por conta da maquiagem em despesas obrigatórias, como os benefícios previdenciários. Uma visão contrária à do Congresso, de que a peça poderia ser sancionada integralmente.

Segundo relatos feitos à reportagem, Waldery queria ficar no cargo até junho, mas o Orçamento mostrou a necessidade de antecipar uma mudança que já estava no radar. A condução do processo pelo atual secretário foi muito criticada pela ala política, mas o trabalho de Waldery também costuma ser alvo de outras áreas dentro do Ministério da Economia, que reclamam que as decisões importantes "travam" na Fazenda.

Rodrigues já esteve na mira do presidente Jair Bolsonaro no ano passado, quando defendeu congelar aposentadorias e mexer no seguro-desemprego para liberar recursos ao Renda Brasil, como era chamada a proposta de reformulação dos programas sociais. Na época, Bolsonaro ameaçou dar "cartão vermelho" a Waldery e já chegou a pedir a cabeça do secretário.

Desde aquela época, o secretário silenciou e evitou polêmicas. Na coletiva sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2022, ele evitou falar sobre o impasse até então sem solução em torno do Orçamento de 2021 - as perguntas sobre o tema foram censuradas pelo Ministério da Economia.

Também a assessora especial para reforma tributária, Vanessa Canado, deve deixar o ministério da Economia. Segundo declarações. ela já estaria com sua saída programada desde janeiro deste ano.

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