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A Gol registrou prejuízo líquido de R$ 2,528 bilhões no primeiro trimestre de 2021, ante resultado negativo de R$ 2,288 bilhões um ano antes, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na manhã desta quinta-feira, 29.

Com a divulgação da notícia para o mercado, os papéis da companhia na B3 caíram no período. Às 12h24, as ações da Gol registravam baixa de 0,58%.

Já o prejuízo líquido recorrente da empresa aérea ficou em R$ 891,9 milhões nos três primeiros meses do ano, ante resultado positivo de R$ 173,2 milhões no mesmo intervalo de 2020.

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Empresa contabilizou prejuízo no 1o trimestre de 2021 - Foto: Gol/Divulgação

O Ebitda do trimestre foi negativo em R$ 72,1 milhões, ante resultado positivo de R$ 1,44 bilhão no mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 353,8 milhões no primeiro trimestre, queda de 75,4% ante igual intervalo de 2020.

A margem Ebitda da companhia ficou negativa no trimestre, em 4,6%, ante margem positiva de 45,7% um ano antes. No critério ajustado, o indicador ficou em 22,6%, queda de 23,1 pontos percentuais na mesma base de comparação.

A receita líquida trimestral da Gol foi de R$ 1,568 bilhão, queda de 50,2% quando comparada ao mesmo período de 2020, devido principalmente à redução mais acentuada da demanda no setor aéreo, em decorrência da segunda onda de casos de covid-19.

Alavancagem maior

A Gol divulgou que sua alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, atingiu 11,4 vezes no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o indicador de 2,6 vezes em igual período do ano anterior. A dívida líquida da empresa foi de R$ 14,8 bilhões nos primeiros três meses do ano, ante R$ 11,6 bilhões em igual intervalo de 2020.

Projeções otimistas

A companhia aérea divulgou nesta quinta-feira suas projeções para o segundo trimestre do ano, um período historicamente de transição para a baixa temporada. Entre abril e junho, a companhia espera alcançar uma receita operacional líquida entre R$ 1 bilhão e R$ 290 milhões.

"Espera-se que a receita do trimestre reduza aproximadamente 35% comparada com o trimestre findo em março de 2021", informa a companhia aérea. As informações são preliminares e não auditadas.

Em fato relevante enviado à CVM, a empresa projeta uma margem Ebitda na faixa de 11% a 13% e uma margem Ebit entre -1% e +1%. A GOL espera encerrar o junho com R$ 4,2 bilhões em liquidez e R$ 14,8 bilhões em dívida líquida ajustada. A alavancagem medida pela relação Dívida líquida//Ebitda deve ficar em torno de 11 vezes.

Segundo a companhia aérea, diversas importantes iniciativas são relevantes para assegurar que a Gol mantenha a liquidez nos patamares esperados no final do trimestre.

A Gol explica que o 2º trimestre do ano é historicamente um período da transição para a baixa temporada de demanda e devido ao agravamento da pandemia e aumento nas restrições de circulação impostas pelos estados. "A capacidade planejada para o segundo trimestre apresenta redução de 40% ante o primeiro trimestre do ano", informa.

Para adequar os custos operacionais aos patamares atuais de vendas e demanda, a Gol operará 63 aeronaves em sua malha, que representará 70% da frota média operada ao final do dezembro e de 377% em comparação ao mesmo trimestre de 2020, ou seja, 3,8 vezes maior. A taxa de ocupação, por sua vez, deve ficar em torno de 79% entre abril e junho.

A empresa informou ainda que espera uma redução de cerca de 15% na receita unitária de passageiros (PRASK) e uma queda de 27% CASK ex-combustível (custo unitário por passageiro). A demanda doméstica, por sua vez, deve ter aumento de cerca de 340% ante igual período de 2020, com capacidade doméstica de crescimento de 330% na mesma base de comparação. / com Agência Estado

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