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Giant Satoshi II: conheça o fundo de criptomoedas com patrimônio de R$ 10 mi

Proposta do fundo é interessante para explorar um mercado de maior risco, o de ativos digitais

Data de publicação:28/11/2022 às 05:00 -
Atualizado 2 meses atrás
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Procurando por um fundo de criptomoedas? Então você pode se interessar pelo Giant Satoshi II, que possui uma proposta bem interessante para explorar um mercado de maior risco, como são os ativos digitais.

Esse mercado é um dos que vem despertando maior curiosidade entre os investidores ao longo dos últimos anos. Em parte, claro, isso se deve à forte valorização do bitcoin, que multiplicou em muitas vezes o seu valor neste século.

giant satoshi
Foto: Reprodução

Neste artigo, nós vamos te apresentar as principais características referentes ao Giant Satoshi II para que você possa compreender a estratégia e, posteriormente, avaliar se esse é um tipo de produto que faz sentido para a sua carteira de investimentos. Vamos lá!

O que é o Giant Satoshi II?

Em primeiro lugar, o Giant Satoshi II nada mais é do que um fundo de investimento, assim como outros tantos que temos no mercado. Isso inclui um time de gestão, a empresa administradora (neste caso, o Banco Genial), a cobrança de taxas de administração, cotistas, entre outros fatores comuns nesse formato de produto.

A grande diferença é a tipologia do fundo que, em vez de investir em renda fixa ou ações, por exemplo, busca ativos digitais na composição da sua carteira. O objetivo é ter até 100% de exposição ao mercado de criptoativos, algo que pode ser feito com a compra dos ativos em si ou mesmo por meio de exposição indireta com outros fundos de investimentos.

Como o nome sugere, a empresa responsável pela gestão do fundo é a Giant Steps — o que é um excelente sinal na medida em que ela é uma das principais especialistas nesse tipo de mercado dentro do Brasil.

Falando nisso, a nomenclatura técnica do fundo ajuda a entender a sua proposta: Giant Satoshi II Master FIM IE. Isto é, trata-se de:

  • Um fundo de investimentos master, que recebe e centraliza investimentos de outros fundos;
  • Fundo multimercado (FIM), representando que pode investir em diversas classes de ativos, algo necessário para a sua estratégia;
  • Por fim, ainda é um fundo de investimentos no exterior (IE), visto que a maior parte das oportunidades de criptoativos estão listadas fora do Brasil.

Qual é a composição do Giant Satoshi II?

Não é possível acompanhar em tempo real a carteira da maioria dos fundos de investimentos de renda variável. Isso acontece porque, por regra do mercado financeiro, os gestores podem omitir seus ativos por alguns meses — cenário que protege a estratégia.

Imagine se todos os investidores pudessem analisar em tempo real as carteiras de todos os fundos? Eles tentariam copiá-la, algo que além de retirar a atratividade dos produtos, ainda poderia atrapalhar a liquidez dos ativos durante a montagem de uma posição.

Assim, para analisar a composição do Giant Satoshi II, podemos nos basear na última carteira publicada pelo time de gestão, originada na posição de julho de 2022. Na oportunidade, 94,7% da carteira estava alocada em fundos de investimentos globais, sendo:

  • XBT (Fidelity) - USA: 82,82%
  • XBT (FTX) - USA: 11,88%

O restante do patrimônio acaba alocado em ativos de renda fixa, pensando principalmente nas atividades de rotina — como pagamento de resgates realizados pelos cotistas do fundo ou mesmo gastos administrativos. Ou seja, podemos ver que a gestão segue a proposta do produto, alocando quase que a totalidade dos seus recursos em criptoativos.

Qual é a rentabilidade do Giant Satoshi II?

O Giant Satoshi II foi lançado ao mercado em outubro de 2021 e, para sua infelicidade, veio justamente em um ciclo de baixa do Bitcoin — que segue como a principal referência nesse mercado de criptomoedas.

Abaixo, nós retiramos da nossa ferramenta de comparação de ativos uma imagem trazendo a rentabilidade do fundo (linha vermelha) diante de um ETF de Bitcoin (QBTC11). Note como as linhas andam muito próximas. O CDI também está presente no gráfico como fator de curiosidade, mas não é nem de longe um benchmark adequado dada a diferença de risco.

Giant Satoshi
Gráfico de rentabilidade Giant Satoshi - Fonte: Mais Retorno

Chama atenção do ponto de vista negativo a performance inferior ao Bitcoin do Giant Satoshi II. No entanto, é cedo para conclusões: é possível que em um ciclo de alta ele possa superar esse bechmark. A relação é similar ao mercado de ações e as small caps, por exemplo.

Outro aspecto importante de analisar é que a rentabilidade acumulada atingiu o patamar de mais de 75% de prejuízo. O investidor tem que entender que esse efeito pode surgir no seu patrimônio antes de investir nesse ou qualquer outro produto da categoria de criptoativos. O ciclo de alta, que virá em algum momento, ajudará a esclarecer esses pontos.

Por ser um fundo master, não há como analisar o impacto dessa queda em relação aos seus cotistas. Entretanto, podemos usar um outro fundo como referência para ter esse tipo de resposta.

Como investir no Giant Satoshi II?

O investidor individual dificilmente terá acesso direto ao Giant Satoshi II, pois os fundos que são master não são abertos ao varejo. Contudo, o Banco Genial, como administrador, oferece uma alternativa que é um fundo de investimento em cotas: o Giant Satoshi Cripto FIC FIM IE.

Em resumo, trata-se de um fundo cuja finalidade é única e exclusivamente permitir que você invista no Giant Satoshi. Essa é uma maneira para que os pequenos investidores possam acessar esse tipo de produto.

Vale observar que o Giant Satoshi II já conta com um patrimônio superior a R$10 milhões, valor esse que obviamente acabou impactado por esse momento batizado de "inverno cripto", onde os ativos digitais estão sofrendo com sucessivas desvalorizações.

Antes de investir, não se esqueça de considerar ainda a volatilidade dessa classe de ativos. Estamos falando, afinal, de um fundo de investimentos que possui esse indicador superior a 50% ao longo dos últimos doze meses. Ou seja, as oscilações serão frequentes e intensas.

Apenas a título de curiosidade ou comparação, fundos de ações possuem, em média, uma volatilidade em torno de 30%. Portanto, se você considerar o mercado acionário como arriscado, saiba que os criptoativos são muito mais voláteis. E isso precisa estar bem claro dentro da sua estratégia, ok?

Sobre o autor
Stéfano Bozza
Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.

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