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Ganhar a Copa do Mundo pode ser uma boa para a Bolsa? Segundo o Santander, sim; entenda

Campeonato começa no domingo, 20, e vitória do País pode empolgar mercado de ações local

Data de publicação:18/11/2022 às 05:00 -
Atualizado 10 dias atrás
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Os traders de ações que investem no Brasil deveriam torcer pela Seleção na Copa do Mundo do Catar? Para o time de análises do banco Santander, a resposta é que sim. Coração à parte, um relatório do banco afirma que há uma correlação positiva entre o resultado da Copa e o mercado acionário do país campeão.

Ao comparar com o índice global de ações (MSCI ACWI) o desempenho das bolsas de países que venceram a Copa desde 1990 durante o primeiro mês após a conquista, o Santander aponta uma diferença a favor dos campeões de, na média, 0,3%.

Copa do Mundo
Maioria das apostas indicam Brasil e Espanha na final da Copa do Mundo - Foto: Divulgação

"A empolgação da nação campeã pode, pelo menos temporariamente, valer a pena no mercado de ações local, mesmo que de maneira sutil", aponta o material, assinado pelos analistas Aline Cardoso, Ricardo Peretti e Alice Corrêa.

As apostas do time de análises do banco apontam para uma vitória do Brasil em final contra a Espanha na Copa que começa a ser disputada no domingo, no Catar. Mas isso não significaria necessariamente um estímulo ao Ibovespa nas semanas seguintes ao torneio.

O Brasil se destaca negativamente nessa análise do Santander porque na última vez em que venceu a Copa, em 2002, o País passava por turbulências das eleições daquele ano, que terminariam com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Assim, no mês seguinte à conquista do pentacampeonato, a Bolsa ficou 20,9% atrás do índice internacional.

Agora, Lula volta a vencer a eleição e o mercado financeiro mostra instabilidade pelas incertezas sobre a gestão das contas públicas. Mas, fora isso, a mudança de calendário da Copa, por si só, já pode embaralhar a observação dos efeitos no mercado de ações.

Com a Copa sendo realizada entre novembro e dezembro, e não no meio do ano, como normalmente acontece, o Santander observa que haverá uma sobreposição do campeonato com dois eventos comerciais importantes: Black Friday e Natal. Assim, será difícil distinguir qual parte do aumento do consumo estará diretamente relacionada à Copa e qual parte virá da Black Friday e do Natal.

O Santander observa ainda que as compras de tevês durante o longo período de isolamento causado pela pandemia pode limitar a comercialização do produto, que costuma ganhar força com a Copa. "Por essas razões, o evento deste ano envolverá uma mistura de fatores negativos e positivos, além de efeitos difíceis de prever", escreveram os analistas do Santander. / Com Agência Estado

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