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Fundos e estrangeiros compram maior parcela de ações da BR Distribuidora

Os dois públicos compraram 251.630.490 ações, o equivalente a 57,6% do total ofertado

Data de publicação:06/07/2021 às 12:02 - Atualizado 5 meses atrás
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Os fundos de investimento ficaram com a maior parcela da oferta de ações da BR Distribuidora detidas pela Petrobras realizada no último dia 30 na B3. Eles compraram 251.630.490 ações, o equivalente a 57,6% do total ofertado - 436.875.000 ações.

Foto: BR Distribuidora/Divulgação
Oferta de ações da distribuidora teve fundos de investimento e investidores estrangeiros levaram boa parte dos ativos ofertados pela Petrobras - Foto: BR Distribuidora/Divulgação

Os investidores estrangeiros aparecem em segundo lugar, com 149.058.368 ações, seguidos por investidores pessoas físicas, com 26.456.056 papéis.

A operação - a maior realizada neste ano até aqui - foi precificada a R$ 26, movimentando R$ 11,358 bilhões. Por ser uma oferta secundária, os recursos vão para o acionista vendedor dos papéis, ou seja, a Petrobras.

A oferta veio para encerrar um processo de venda das ações da BR que começou há cerca de quatro anos. A privatização de fato da empresa ocorreu em 2019, quando a petroleira deixou o controle do negócio.

A operação teve o Banco Morgan Stanley (coordenador líder), além de Bank of America (BofA), Citigroup Brasil, Goldman Sachs, Banco Itaú BBA, JP Morgan e XP Investimentos.

Fundo Samambaia: maior acionista

A BR Distribuidora informou em comunicado ao mercado que o Samambaia Master Fundo de Investimento em ações, gerido pelo ex-banqueiro Ronaldo Cezar Coelho, passou a deter 92.621.000 ações ordinárias de emissão da companhia. O volume é equivalente a 7,95% do capital social da companhia.

Coelho é um dos maiores investidores da Bolsa brasileira, e se tornou com a aquisição o maior acionista da distribuidora.

Bons ventos

Agora com o capital completamente pulverizado na Bolsa brasileira e sem a presença de um sócio do setor público, a expectativa do mercado está em torno dos ganhos com a nova gestão da BR Distribuidora, que está sob o comando de Wilson Ferreira Júnior, que assumiu o leme em março, após deixar a Eletrobras.

Com um novo perfil, a empresa tende a ganhar musculatura para manter a disputa pelo primeiro lugar nesse mercado. Conforme o último boletim de abastecimento, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a BR possui cerca de 23% de participação, seguida de perto da Raízen (20,5%) e da Ipiranga (19,3%). / com Agência Estado

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