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A Itaú Asset lança nesta quinta-feira, 15, o REVE11, um ETF (Exchange Traded Fund) ou fundo de índice formado por uma carteira que terá exposição a ações de 50 empresas dos Estados Unidos com preocupações ESG, quer dizer, engajadas na transição para uma economia verde e desenvolvimento sustentável.

Com isso, o investidor passa a ter 42 opções em ETFs, listados na Bolsa de Valores (B3), sendo que a grande maioria, 35 deles, são de renda variável, oferecidos por outras instituições financeiras como Bradesco, BTG Pactual, Black Rock, XP, Caixa e Banco do Brasil, entre outras.

Foto: B3/Divulgação
Sede da Bolsa de Valores em São Paulo - Foto: B3/Divulgação

O REVE11 terá a carteira formada por ações de companhias como Tesla, Cisco e Waste Management. O REVE11 será o terceiro fundo de índice com foco ESG disponibilizado pela gestora, que já contava com o ISUS11 (que segue o índice de Sustentabilidade Empresarial) e o GOVE11 (que acompanha o índice Governança Corporativa Trade).

O ETF REVE11 terá como base o ‘Russell 1000 Green Revenues 50 Index’. Será, portanto, o primeiro disponível no Brasil da FTSE Russell, uma empresa com mais de 30 anos de experiência na criação de índices, subsidiaria da London Stock Exchange.

“OS ETFs são fundamentais na diversificação dos investimentos, se destacam pela transparência, tíquetes de entrada acessíveis, e permitem alocações temáticas, como é o caso do REVE11”, afirma Renato Eid, head de estratégia beta e integração ESG da Itaú Asset.

Para Eid, o novo produto reforça o compromisso socioambiental. “Cada vez mais, a sociedade demanda responsabilidade socioambiental das empresas, e soluções de economia verde tendem a se beneficiar desse movimento. Além disso, oferecer um produto composto por empresas engajadas na economia verde foi uma decisão natural para a gestora, que tem o ESG como tema central de seu trabalho há mais de 15 anos.”

Em 2021, a Itaú Asset Management, gestora pioneira no mercado de ETFs no Brasil, já lançou seis novos produtos – ampliando para 19 o total em sua prateleira –, atingindo a marca de 40% de market share de Patrimônio Líquido no mercado do País.

O REVE11 tem liquidez diária e taxa de administração de 0,50% ao ano. A aplicação mínima inicial é o equivalente ao valor de uma cota, que começa abaixo de R$ 100, mas pode ter alteração, conforme variação de mercado.

Segmento de ETF em ebulição

Os ETFs parecem estar caindo no gosto do investidor brasileiro, seja pela possibilidade de diversificação em um só produto, ou pela oportunidade de ter a aplicação vinculada ao mercado externo. Até o fim de maio, o segmento já havia movimentado cerca de R$ 153 bilhões. E a preferência tem sido pelos ETFs que seguem o Índice Bovespa.

E a cada mês uma leva deles chega ao mercado para atender a essa demanda aquecida. Só em maio, a gestora global de ativos financeiros BlackRock despejou na B3 nada menos que 26 novos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) lastreados em ETFs internacionais.

Dentre esses produtos, um BDR de ETF referenciado em mercado imobiliário, o primeiro na B3. Todos os BDRs têm como lastro ETFs (fundos que replicam índices) listados no mercado de ações dos Estados Unidos.

Os fundos estão disponíveis, por enquanto, apenas para os investidores qualificados, com capital investido acima de R$ 1 milhão, mas a intenção é tornar o produto disponível também para investidores no varejo. A gestora tem 65 BDRs de ETFs listados na B3, dos quais 23 disponíveis para todos os investidores, explica Carlos Takahashi, CEO da BlackRock no País.

Pioneirismo em fundos

A Itaú Asset Management é pioneira também no lançamento do primeiro ETF (Exchange Trade Fund) com índice da Morningstar no País. Inserido em mercado temático, o HTEK11 acompanha o índice Morningstar US Exponential Technologies Healthcare formado por ações de 50 empresas de tecnologia. Negociados no mercado americano, os papeis que compõem o índice estão posicionados para se beneficiar dos temas de Medicina & Neurociência e Bioinformática.

O produto se alinha a inovações tecnológicas que estão transformando a área de saúde, com potencial não apenas de melhorar a qualidade de vida, mas também como uma oportunidade de investimento. Fazem ainda parte de carteira ações de companhias como Eli Lilly, Johnson & Johnson, Bristol-Myers Squibb, entre outras.

O HTEK 11 tem uma taxa de administração de 0,50% ao ano e o investidor paga imposto de renda pela alíquota de 15%, independentemente do tempo de aplicação. Não há incidência de IOF.

O gestor faz o rebalanceamento dos papeis em carteira uma vez por ano, em dezembro, para acompanhar as mudanças no mercado a aproveitar novas oportunidades. O investidor conta com liquidez diária, a possibilidade de resgate na hora que precisar ou quiser, e pode negociar os títulos pelas plataformas das corretoras.

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Colaborador do Portal Mais Retorno.

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