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Estrangeiros elevam posição ‘comprada’ em taxa de juros

Esse movimento não necessariamente reflete uma aposta no aumento da Selic

Data de publicação:22/09/2022 às 14:55 -
Atualizado 15 dias atrás
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Os investidores estrangeiros elevaram com força as posições aplicadas no mercado de juros, em termos líquidos. Segundo a B3, o estoque de contratos em aberto comprados em taxas/vendidos em PU desses players passou de 78.850 para 1.140.513 contratos em aberto.

O número representa uma diferença de 1.061.663 contratos. Essa posição não necessariamente reflete uma aposta em aumento da Selic. Os investidores locais reduziram a posição líquida vendida em taxa, passando de 4.606.910 para 3.815.703 contratos em aberto, com menos 791.207 contratos.

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Movimentação não reflete necessariamente aposta na alta da Seslic | Foto: Reprodução

Já os bancos diminuíram a posição líquida comprada em taxa, com o estoque passando de 4.304.746 para 2.446.786 contratos em aberto, uma baixa de 889.880 contratos.

Investidores já haviam passado da posição de venda para compra

Os investidores estrangeiros reduziram drasticamente na terça-feira, 20, as posições aplicadas no mercado de juros no Brasil, em termos líquidos, e passaram de vendidos para comprados.

Segundo a B3, o estoque de contratos em abertos comprados em taxas/vendidos em PU desses players passou de 582.798 para 78.850 contratos em aberto. O número representa uma diferença de 661.648 contratos.

Juros futuros: DIs recuam com Selic estável e corte no radar

Apesar do tom considerado mais conservador ou hawkish do comunicado do Comitê de Política Monetária, os juros futuros recuam em toda a curva nesta tarde, em sintonia também com o dólar ante o real.

Um dos fatores para queda é o Copom ter confirmado a manutenção da Selic em 13,75% e agora retira o prêmio de alta que havia para setembro.

Economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano

O economista explicou que com a decisão do Copom, o movimento mais provável é de corte de juros no futuro previsível, ainda que admita que o comunicado do Banco Central foi "ligeiramente hawkish", tentando reduzir as apostas de corte e "deixando dúvidas se pode subir ou não no curto prazo". Ainda de acordo com Serrano, a tendência dos DIs era de queda, independentemente da mensagem da autarquia.

Às 13:30, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 caía para 12,80%, de 13,08%, e o para janeiro de 2025 cedia a 11,53%, de 11,73% no ajuste de ontem. O vencimento para janeiro de 2027 recuava para 11,25%, de 11,36%. Já o dólar registrava alta de 0,01%, praticamente estável, cotado a R$ 5,18./Agência Estado.

Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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