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Mercado Financeiro

Empresas listadas na bolsa: setor Utilidade Pública

Conheça as empresas do setor de utilidade pública listadas na bolsa de valores, um dos segmentos considerados como defensivos.

Data de publicação:14/06/2022 às 15:52 -
Atualizado um mês atrás
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Empresas do setor de utilidade pública são extremamente importantes para o cotidiano da população brasileira. Elas reúnem, afinal, alguns dos negócios essenciais para que serviços básicos sejam realizados e cheguem até a casa das pessoas.

Por esse perfil, as empresas de utilidade pública, também caracterizadas como utilities, possuem uma característica mais defensiva. Afinal, independente do cenário econômico ou do poder aquisitivo, as pessoas que vivem no Brasil sempre vão precisar desses serviços.

No artigo de hoje, vamos aprender quais são as empresas disponíveis para investirmos no setor de utilidade pública, assim como as principais características do segmento.

Quais são as empresas do setor de utilidade pública?

De um modo geral, as companhias classificadas como pertencentes ao setor de utilidade pública se dividem em três grandes grupos: energia elétrica, gás e saneamento básico. Embora os nomes sejam bem intuitivos, vamos explorar na sequência cada um deles e listar as empresas disponíveis para investir na B3, a bolsa de valores do Brasil.

Energia elétrica

As empresas que pertencem ao grupo de energia elétrica são aquelas responsáveis por produzir e entregar luz para a casa dos brasileiros. No entanto, engana-se quem acredita que esse processo seja padronizado ou que todas as companhias realizem as mesmas atividades em seu ciclo produtivo.

Dentro do sistema de produção energético brasileiro, nós temos três fases principais. A mais conhecida delas é a geração de energia, que ocorre essencialmente via usinas hidrelétricas e, portanto, é um grupo de empresas com maior exposição aos níveis de reservatórios de água ou riscos climáticos.

Essa energia produzida, entretanto, precisa de outros dois tipos de empresa para chegar nas casas dos clientes. A segunda etapa é realizada pelas companhias transmissoras, que levam a energia para os centros de distribuição. Por fim, cabe às empresas distribuidoras garantir que a luz seja enviada para as casas dos brasileiros.

Lista de empresas de energia elétrica

  • AES Tietê (TIET3, TIET4, TIET11)
  • Alupar (ALUP3, ALUP4, ALUP11)
  • CEB (CEBR3, CEBR6)
  • Celesc (CLSC3, CLSC4)
  • Cemig (CMIG3, CMIG4)
  • Copel (CPLE3, CPLE5, CPLE6, CPLE11)
  • CESP (CESP3, CESP5, CESP6)
  • Coelce (COCE3, COCE5)
  • CPFL Energia (CPFE3)
  • Eletrobras (ELET3, ELET5, ELET6)
  • EMAE (EMAE4)
  • Enel (ELPL3)
  • Energias do Brasil (ENBR3)
  • Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11)
  • Eneva (ENEV3)
  • Engie (EGIE3)
  • Equatorial (EQTL3)
  • Focus (POWE3)
  • Isa CTEEP (TRPL3, TRPL4)
  • Light (LIGT3)
  • Neoenergia (NEOE3)
  • ÔMEGA (MEGA3)
  • Rede Energia (REDE3)
  • Renova Energia (RNEW3, RNEW4)
  • Rio Paranapanema (GEPA3, GEPA4)
  • Taesa (TAEE3, TAEE4, TAEE11)

Gás

O segundo serviço dentro do setor de utilidade pública é a distribuição de gás, outra fonte energética para as casas brasileiras. É um insumo muito importante para aquecimento de água ou para ligar o fogão, por exemplo.

Lista de empresas de gás

  • Comgás (CGAS3, CGAS5)
  • Naturgy (CEGR3)

Saneamento

Por fim, ainda temos as companhias de saneamento, responsáveis pela gestão dos serviços de abastecimento de água ou esgoto, por exemplo. Trata-se de uma função essencial para a qualidade de vida dos brasileiros.

Lista de empresas de saneamento

  • Ambipar (AMBP3)
  • Casan (CSAN3, CASN4)
  • Copasa (CSMG3)
  • OceanPact (OPCT3)
  • Sabesp (SBSP3)
  • Sanepar (SAPR3, SAPR4, SAPR11)

Quais são as vantagens do setor de utilidade pública?

Conforme adiantamos logo na introdução, o setor de utilidade pública tem como principal característica o pertencimento a um segmento defensivo dentro da bolsa de valores. Isso porque, também como já mencionamos, as empresas oferecem um serviço essencial para a população.

Em outras palavras, mesmo em períodos de crise ou dificuldades financeiras, a nossa população vai seguir consumindo energia ou precisando de gás e saneamento básico. Ou seja, a contratação dos serviços não será cancelada, salvo um fator muito fora da curva.

Em função dessa característica, o setor de utilidade pública acaba por oferecer uma boa previsibilidade nas suas receitas. E isso torna boa parte das companhias que o compõem como boas pagadoras de dividendos aos acionistas e até mesmo uma opção de proteção contra crises.

Quais são os riscos do setor de utilidade pública?

Se por um lado a característica defensiva oferece maior segurança, ter um negócio que tem grande importância para a população naturalmente acaba exposto a um risco político. Em ocasiões pontuais, visando popularidade, podemos ver nossos governantes tomando medidas para travar preços ou impedir a suspensão dos serviços por falta de pagamento.

Não por acaso, há um bom volume de empresas consideradas como parte do setor de utilidade pública que são estatais. E, neste caso, o risco de intervenção é ainda maior — como aconteceu recentemente com Petrobras e Banco do Brasil, por exemplo.

Também em função dessa questão política, o setor acaba sendo altamente regulado. Isso faz com que iniciativas mais arrojadas acabem sendo vetadas. Ou, o que é um risco maior, eventos que elevariam as receitas sejam limitados por meio de liminares do nosso governo visando proteção da população.

Outro ponto de atenção está nos riscos climáticos. Empresas ligadas à atividade de geração de energia elétrica, por exemplo, dependem das chuvas para manter os níveis de reservatórios de água em condições saudáveis. A escassez de chuvas, portanto, pode afetar o desempenho das companhias.

Vale a pena investir no setor de utilidade pública?

Considerando todo cenário que avaliamos, vale a pena investir no setor de utilidade pública? Depende muito dos seus objetivos financeiros.

De um modo geral, as empresas do segmento são mais aderentes à uma carteira focada em dividendos em renda passiva. A resiliência diante de crises e a previsibilidade de receitas ajudam a ter maior segurança na distribuição de rendimentos.

Por outro lado, pensando em crescimento, já se torna mais difícil encontrar oportunidades de bons lucros com a valorização dos papéis em função da elevada concorrência e pela natural influência do governo na liberação da atividade.

No entanto, essa é uma regra geral e, pontualmente, podemos encontrar empresas que entreguem um bom potencial para as duas estratégias. Desta forma, pode ser um bom segmento especialmente para os iniciantes na renda variável, já que as companhias tendem a ter uma volatilidade menor do que outros segmentos mais arriscados.

Sobre o autor
Stéfano Bozza
Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.