Mercado Financeiro

Emissões sustentáveis devem bater em US$ 700 bi em 2021, diz S&P

As emissões sustentáveis devem bater em US$ 700 bilhões este ano, prevê a S&P Global Ratings. O número representa crescimento de 40% em relação a 2020,…

Data de publicação:17/05/2021 às 07:15 - Atualizado 6 meses atrás
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As emissões sustentáveis devem bater em US$ 700 bilhões este ano, prevê a S&P Global Ratings. O número representa crescimento de 40% em relação a 2020, mais do triplo do que era em 2018, com US$ 200 bilhões.

Emissões de títulos sustentáveis ESG prometem contabilizar US$ 700 bilhões em 2021 - Foto: Envato

Além disso, inclui títulos de dívida que levam em conta as práticas ESG, sigla em inglês para critérios ambientais, sociais e de governança.

Os ativos ligados a investimentos sustentáveis já superam US$ 30 trilhões no mundo, dos quais US$ 14 trilhões estão na Europa e US$ 12 trilhões nos Estados Unidos, de acordo com números mostrados no evento da S&P.

"O compromisso com o investimento ESG continua a crescer", afirma o diretor gerente da S&P, John Piecuch, em evento virtual nesta segunda-feira, 17, para discutir o crescimento do interesse pelo ESG.

Segundo o executivo, o investimento responsável já representa 25% dos ativos sob gestão. "E este número está crescendo", aponta.

Piecuch ressaltou que o foco no ESG está mudando de uma visão de que adotar estas práticas melhora a reputação das empresas para o foco de "criação de valor".

Além disso, os investidores estão ficando mais engajados com questões sustentáveis, incluindo pelo interesse na maior participação nas discussões de práticas ESG com o conselho das empresas.

ESG no Brasil

No Brasil, a temática ESG vem sendo bastante discutida no mercado financeiro. Segundo relatório da XP sobre o assunto, o interesse cada vez maior pelo tema tem promovido mudanças na indústria de investimentos.

O país pega carona em um movimento que é forte lá fora. De acordo com o documento da XP, desde 2009, o índice S&P ganhou 340% e o FTSE4GOOD disparou 407% com empresas em linha com critérios ESG.

“Companhias que não levam em consideração os critérios ESG têm, historicamente, obtido custos maiores de capital, mais volatilidade e menor gestão de riscos. Como resultado, elas tendem a possuir um pior desempenho no longo prazo”, enfatiza os especialistas da XP.

Sobre o autor
Julia Zillig
Julia ZilligRepórter do Portal Mais Retorno.