Economia

Os economistas do mercado seguem apostando em um viés altista para a inflação e taxa básica de juros em 2021. As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Básico (IPCA) para o ano subiram de 6,31%, na última semana, para 6,56%, e para a Selic, de 6,75%, para 7,00%, segundo o Boletim Focus desta segunda-feira, 26.

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Economistas apostam em inflação, Selic e PIB mais robustos para 2021, segundo Focus - Foto: Envato

De acordo com o documento, divulgado pelo Banco Central, para o próximo ano a expectativa da inflação aumentou de 3,75%, nos últimos sete dias, para 3,80%. E foi mantida em 3,25% para o ano seguinte. Sobre 2022, a taxa básica de juros foi mantida em 7,0%, e em 6,50% para 2023.

Os especialistas acreditam em um Produto Interno Bruto (PIB) um pouco mais robusto para este ano. De acordo com o documento, as projeções do índice subiram de 5,27%, na última semana, para 5,29%. Em 2022, as estimativas para o PIB ficaram estáveis em 2,10% e em 2,50% para 2023.

Após uma trajetória de queda, as estimativas sobre o câmbio voltaram a subir. Segundo os economistas do Focus, as projeções para a moeda americana subiram de R$ 5,05, na semana anterior, para R$ 5,09. E ficaram estáveis em R$ 5,20 para 2022, e em R$ 5,00 para o ano seguinte.

O IPCA de 5 dias também segue na trilha de alta da inflação em 2021. Segundo o Focus, os economistas elevaram as projeções de 6,43%, na última semana, para 6,67%. Há um mês, a estimativa era de 6,00%.

Em 2022, o IPCA de 5 dias deve ser mais elevado: de 3,71% foi ajustado para 3,80%, e ficou estável em 3,25% para 2023.

IGP-M, produção industrial e balança

Para 2021, o Índice Geral de Preços-Médio (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, voltou a subir. De 18,35%, no boletim anterior, aumentou para 19,00%. O mesmo viés de alta foi aplicado para as projeções de 2022: de 4,59% foi elevado para 4,62%. E foi mantido em 4,00% para o ano seguinte.

As expectativas sobre a produção industrial para 2021 se mantiveram no patamar da última semana, em 6,36%, e em 2,20% para o ano seguinte. Em 2023, caiu de 2,90% para 2,80%.

A balança comercial para este ano sofreu um ajuste negativo. De US$ 70 bilhões, nos últimos sete dias, caiu para US$ 69,70 bilhões. Para o ano seguinte, subiu de US$ 60,20 bilhões para US$ 61 bilhões. E foi reduzida de US$ 60,50 bilhões para US$ 60 bilhões para 2023.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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