Economia

Depois de custar R$ 5,87 nas primeiras horas da manhã, o dólar deu uma sossegada. No fechamento do dia, ficou cotado a R$ 5,8987.

As pressões sobre os preços vieram dos temores do mercado sobre o esvaziamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial. O principal deles era o de que o presidente Bolsonaro adotasse medidas populistas, alterando a PEC tal como foi aprovada no Senado. Isso na tentativa de se fortalecer e na corrida presidencial.

A sinalização de que o texto, agora na Câmara, será votado em plenário sem alterações tranquilizou os investidores. E houve um refluxo nas cotações.

Segundo Sidnei Nehme, sócio-diretor da corretora NGO, o mercado temia possível fatiamento da PEC Emergencial, que já vinha em negociação pelo presidente Jair Bolsonaro. A expectativa era de adoção de um política econômica e fiscal mais populista e sem compromisso com o teto de gastos. Tudo isso para conter a sua queda de popularidade, em meio à piora da pandemia no País, e para enfrentar Lula nas eleições de 2022.

Mas isso, "caso o plenário do STF mantenha a decisão do ministro Fachin de anular todas as condenações do ex-presidente pela Lava Jato", complementa. Segundo ele, o investidor estrangeiro olha com ceticismo e é sensível ao problema de corrupção.

Existe o risco de polarização política jogar os principais problemas do País ligados a reformas (administrativa e tributária) e privatizações para um segundo plano.

Esse quadro tende a mexer também os juros, porque põe pressão sobre a decisão dos rumos da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na opinião do especialista, o Copom precisa ser mais agressivo na alta dos juros para conter a escalada do dólar. Além disso, Nehme acrescenta que o juro está fora de lugar (deveria ser mais alto) porque há fatores externos consistentes, como a alta dos juros nos papeis americanos, que também puxa o dólar para cima. /COM AGÊNCIA ESTADO

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Editora do Portal Mais Retorno.

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