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Dividendo sintético: saiba o que é e como funciona

Dividendo sintético é uma operação que permite a rentabilização por meio da venda coberta de opções. Clique aqui e saiba mais sobre o assunto:

Data de publicação:18/05/2022 às 09:00 -
Atualizado 2 meses atrás
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A distribuição de dividendos é uma das principais formas para rentabilizar os investimentos no mercado acionário. O dividendo sintético, por sua vez, trata-se de uma alternativa ainda mais interessante, pois, neste caso o seu retorno é naturalmente maior.

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Foto: Envato

Por outro lado, essa estratégia está destinada a investidores de perfil arrojado — já que os riscos associados são também mais elevados. Assim, antes de colocar em prática operações com esse tipo de dividendo é essencial conhecer suas características.

O que é o dividendo sintético?

Basicamente, o dividendo sintético é resultado de operações que não estão relacionadas a distribuição de lucros de ações ou fundos imobiliários. Diferente disso, ele pode ser auferido a partir do lançamento coberto das opções de ações que compõem uma carteira.

Também chamada de “call option”, as opções de compras possibilitam ao investidor fazer o dividendo sintético que, neste caso, nada mais é do que a premiação paga pelo comprador (da opção de compra) lançada pelo investidor.

Em outras palavras, este dividendo pode ser caracterizado por um modelo cuja obtenção se dá por meio de uma operação em que todos se beneficiam mutuamente. Através dele, o retorno obtido torna-se previsível e o seu fluxo é semelhante aos dividendos tradicionais.

Como funciona esse tipo de dividendo?

Antes de analisar mais profundamente essa estratégia, é necessário compreender melhor o mercado de opções. Por se tratar de um derivativo, cujo valor está atrelado a determinado ativo, as opções de ações permitem o direito de compra e venda de títulos pelo seu preço de exercício em uma data específica.

Nesse caso, há a participação de dois agentes: o comprador (titular) e o vendedor (lançador) da opção de compra. Enquanto o titular tem o direito, porém, não a obrigação de executar a operação, o lançador é obrigado a vender o objeto que se refere a opção. Assim, para utilizar o dividendo sintético, é necessário haver o lançamento coberto das opções de ações.

Na prática, o investidor se torna responsável pela venda das opções de compra das ações que compõem sua carteira. Ou seja, a operação é denominada “coberta”, pois se dispensa a obrigação de compra dos ativos para fornecê-las ao tomador da opção.

Resumidamente, uma venda coberta é uma espécie de financiamento das ações que compõem a carteira do investidor. Consequentemente, estas ações podem se rentabilizar e, ao mesmo tempo, valorizar os títulos, além de gerar mais uma alternativa de distribuição de dividendos.

Portanto, nos dois cenários há ganhos para o detentor, uma vez que ela se manterá na carteira, tendo lucrado com a opção (paga no ato da contratação), ainda que não seja vantagem para o comprador exercer sua opção de compra.

Para que serve o dividendo sintético?

Os dividendos sintéticos são estratégias melhor empregadas a fim de rentabilizar títulos imobilizados que eventualmente componham uma carteira de investimentos. Sendo assim, é um mecanismo que pode potencializar, por exemplo, as estratégias de Buy and Hold de alguns investidores.

Lembrando que este sistema consiste na compra de determinado ativo, com o objetivo de “segurá-lo” no longo prazo, buscando maior rendimento e valorização futura. Assim, como no curto prazo as ações podem não gerar resultados satisfatórios, especialmente quando não há o pagamento de dividendos, fazer o dividendo sintético pode ampliar a geração de renda em um curto e médio prazo a partir dessas ações.

Quais são as vantagens do dividendo sintético?

Como vimos brevemente, estratégias que utilizam o dividendo sintético são alternativas viáveis, pois melhoram a performance de ativos em curto e médio prazo. Em se tratando de aplicações em que o foco está no longo prazo, adotar tais mecanismos pode gerar retornos expressivos em um período menor.

Outra vantagem é que o dividendo sintético pode ser empregado para rentabilizar ações “ociosas” e que, portanto, não apresentam bom desempenho. Sendo assim, otimiza-se, por meio dessa estratégia, os resultados obtidos através da carteira de investimentos diversificada.

Ademais, o dividendo sintético pode ser visto como um suporte que protege bem os ativos de eventuais quedas no mercado. Isso porque, com o lançamento de opções antecedendo a recessão dos preços das ações, mantêm-se os ativos na carteira e ainda se garante o pagamento pelo prêmio da venda coberta.

Quais são os riscos envolvidos?

De modo geral, o principal risco envolvido em uma operação de dividendo sintético passa diretamente pelo fato desta estar associada ao mercado de derivativos. Ademais, por se tratar de uma operação de curto prazo, há maior volatilidade e, consequentemente, maior probabilidade de perdas.

Cabe ainda destacar que, de acordo com a estratégia adotada, o investidor pode acabar sem ações em sua carteira. Isso, pois, a venda dos ativos é obrigatória — dependendo da execução da operação, já que o tomador pode, ao seu critério, fazer a opção de compra. Logo, é muito importante também considerar a real possibilidade de perdas.

Afinal, vale a pena utilizar o dividendo sintético?

O dividendo sintético é, em parte, uma excelente opção, pois possibilita novas oportunidades de investimento. Afinal, o investidor que conta com ações que não estão gerando rendimento, momentaneamente, podem apresentar um melhor desempenho e em um menor prazo.

Por outro lado, no vencimento da opção, deve-se considerar o risco da ação se supervalorizar e, estando seu preço acima do preço do exercício da opção, gerar um prejuízo importante para o dono da ação. Sendo assim, nesse caso, a perda financeira está associada à obrigação de venda da ação, após a valorização do título, para o comprador da opção — se este assim o desejar.

Portanto, embora viável, o dividendo sintético é uma estratégia que exige conhecimento e muita tolerância a riscos. Sendo assim, para garantir uma melhor rentabilidade, é essencial que os investidores busquem se informar o máximo possível sobre o mercado e as particularidades desta operação.

E então, leitor. O que achou de conhecer mais sobre o mercado de dividendo sintético? Ficou alguma dúvida? Em caso afirmativo, compartilhe-as conosco e com nossos demais leitores nos comentários abaixo.

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