Economia

O déficit primário do governo, resultado entre receitas e despesas que não considera pagamento de juros nem correção monetária, foi anunciado nesta terça-feira, dia 30, e ficou em R$ 21,2 bilhões, em fevereiro. Números melhores que o esperados pelo mercado segundo a analista de Macroeconomia da XP, Rachel Sá.

"O resultado veio melhor do que o consenso de mercado, algo em torno de R$ 24,4 bilhões, e representa o melhor desempenho mensal desde 2019, e o melhor em primeiro bimestre do ano, desde 2013", explica a analista.

Déficit nas contas do governo em abaixo do esperado em fevereiro: ficou em R$ 21,2 bilhões

Em relação às receitas, o resultado reflete um aumento real de 6,8% na arrecadação tributária. Um crescimento que veio na esteira da ainda forte atividade econômica do início deste ano, e também da arrecadação atípica de IRPJ/CSLL no mês. Dados que estão estampados nos resultados da Receita Federal.
 
Já em relação às despesas, a demora para a aprovação do orçamento para esse ano explica a redução dos chamados gastos discricionários. A especialista explica que só é permitido 1/18 do gasto total previsto no Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLOA). Em contrapartida, as despesas obrigatórias pressionaram para cima, principalmente devido ao pagamento antecipado do Abono Salarial.
 
Rachel Sá resume que "o resultado do déficit não reflete a realidade fiscal deste ano, que agora está muito mais condicionada à aprovação de um orçamento definitivo para 2021".Com lembra a economista, no sumário executivo do Tesouro Nacional foi relatado que “O país só conseguirá superar a situação econômica difícil que se arrasta há anos, e que se agravou com a pandemia, com uma estratégia crível de superação dos desequilíbrios fiscais”.

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Editora do Portal Mais Retorno.

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