Empresa

O Spotify é uma das principais empresas do mundo, tendo revolucionado o setor de streaming de música. Dessa forma, a companhia é de fundamental importância, especialmente para o mercado musical em diversos países.

Sendo assim, todas as pessoas interessadas em contar com os seus ativos devem entender melhor sobre a história da organização. Dessa forma, pode-se impulsionar as oportunidades de investimentos — e é sobre isso que falaremos neste post!

Continue a leitura e descubra se vale a pena investir em ativos do Spotify.

Quem é a Spotify?

O Spotify é uma empresa que atua no mercado de streaming de música e conta, atualmente, com mais de 300 milhões de usuários, sendo 138 milhões deles assinantes ativos. Presente em mais de 90 países, a plataforma disponibiliza aos seus assinantes um grande volume de música de diversos gêneros, podendo ser ouvidas a partir de dispositivos móveis como smartphones, tablets, laptops ou desktops.

Em sua plataforma, estão registrados mais de 60 milhões de arquivos entre músicas, vídeos e podcasts. Logo, os assinantes e demais usuários podem criar playlists com seus artistas favoritos, além de fazer buscas com base em discos, gêneros, álbuns ou artistas, por exemplo.

História do Spotify

Sediada em Estocolmo, na Suécia, o Spotify é uma plataforma de serviço de streaming de áudio e vídeo criado pelo empresário Daniel Ek e Martin Lorentzon em 23 de abril de 2006, tendo sido oficialmente lançado apenas em 7 de outubro de 2008. Segundo os dados divulgados pela companhia no 4T20, a empresa contava com uma base de assinantes composta por mais de 155 milhões de usuários de 65 países.

Conforme já destacamos, a ferramenta permite aos usuários a criação de playlists com inúmeras músicas ou mescla de artistas da sua preferência. Na verdade, elas podem ser organizadas em razão dos desejos dos próprios assinantes. Com isso, em 13 anos de existência, já foram produzidas mais de 2 bilhões de listas, criadas pelos usuários e compartilhadas entre amigos.

Gestão administrativa do Spotify

O Spotify tem seus instrumentos de governança formados por um Conselho Administrativo, além de comitês de auditoria e remuneração. Suas tarefas administrativas são realizadas pela diretoria executiva da companhia.

Composto por 10 membros, o Conselho de Administração é responsável por ser o principal elo entre os interesses do Spotify e a gestão da companhia. Sendo assim, faz parte de suas atribuições supervisionar e orientar essa relação com as demais partes, recebendo poderes dos sócios majoritários e lhes prestando conta.

Concorrentes do Spotify

Embora seja a principal plataforma de streaming de música do mundo, o Spotify divide espaço com inúmeras empresas de grande porte. Dentre os seus concorrentes de mercado, destacam-se a Deezer, Amazon Music, Apple Music, Google Play Music e YouTube.

Por se tratarem de empresas de grande porte, sobretudo no quesito inovação, eventuais apontamentos que indicam maiores volumes de investimento na oferta do serviço de compartilhamento de músicas, eventualmente o Spotify pode encontrar maior resistência no mercado, haja vista sua leve dominância sobre os concorrentes.

Mas, afinal, quais os reflexos sobre a competitividade da empresa? Em termos práticos, a disputa por uma maior fatia do mercado pode influenciar na composição dos preços de planos de assinaturas, bem como na relação comercial da marca com as produtoras musicais. Sendo assim, possivelmente a empresa sueca pode enfrentar reduções significativas do seu market share e, consequentemente, do seu faturamento.

Evolução das ações do Spotify

No último trimestre de 2020, as ações do Spotify demonstravam grande expansão da marca. Com o crescimento de 24% no número de novos assinantes da plataforma, as ações da empresa duplicaram o seu valor unitário. Esse crescimento veio acompanhado de grande entusiasmo dos investidores em relação à expansão da empresa global, bem como o surgimento de novos serviços, como os podcasts.

Entretanto, no que se refere às ações do Spotify S1PO34 — negociadas através dos certificados de depósito de ações estrangeiras no Brasil, o desempenho do 1T21 representou uma desvalorização substancial, estando a empresa entre as 5 maiores quedas. No trimestre a desvalorização das negociações da BDRs foi de 7,07%.

Dividendos do Spotify

O Spotify tem a sua principal fonte de receitas originadas nas assinaturas dos serviços que oferta para os seus clientes, bem como por meio das campanhas de publicidade, haja vista que na sua versão gratuita, os usuários têm de passar por algumas propagandas entre uma música e outra. Além disso, a companhia não distribui seu lucro entre os investidores na forma de dividendos.

No entanto, existem outras formas de lucrar com as ações da companhia, principalmente na compra de ações e venda dos papéis após atingir certa valorização. Para se ter uma ideia mais clara sobre este cenário, no 4T20, a empresa teve uma queda de 0,79 centavos de dólar em cada ação sobre vendas de aproximadamente 2,5 bilhões de dólares.

Ademais, por se tratar de um mercado de renda variável e bastante volátil, não é possível prever a rentabilidade das ações. Contudo, estima-se o crescimento da companhia, que pode fechar o ano com cerca de 427 milhões de usuários ativos.

Como investir na Spotify

Em se tratando de uma companhia internacional, o Spotify está listado na bolsa de valores de Nova York e, por isso, não pode ter os seus papéis diretamente negociados no Brasil, por exemplo.

Diante desse contexto, para montar uma carteira diversificada, com ativos da empresa, o interessado deve abrir uma conta em uma corretora de valores devidamente cadastrada à NYSE (New York Stock Exchange) — Bolsa de Valores de Nova York.

Em via de regra, basta escolher uma instituição de investimento da qual melhor se adapta às suas necessidades e efetuar o seu cadastro. Para tanto, é necessário enviar documentos e comprovantes, a fim de validar as negociações e transferências, por exemplo.

Após abrir uma conta, portanto, basta transferir seus recursos para concluir suas ordens de compra. Em contrapartida, essa negociação está associada à cobrança de algumas taxas e tributos, como o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e demais tarifas bancárias.

Vale a pena investir no Spotify?

Agora que você já conhece os principais aspectos relacionados ao Spotify, chegou a hora de entender se de fato vale a pena contar com ativos da companhia em sua carteira. Como pudemos observar, a empresa apresentou bom crescimento, muito embora tenha operado, no início de 2021, com números negativos.

Por outro lado, o Spotify mantém-se como uma das maiores e mais importantes empresas da indústria musical, em especial, do mercado de streaming de música. Com números otimistas, opera à frente do que seus principais concorrentes.

Nesse contexto, para entender se vale a pena investir no Spotify ou em qualquer empresa listada na bolsa de valores, o primeiro ponto é observar o cenário atual da companhia que pretende investir, bem como investigar o seu perfil de investidor.

Outros pontos também importantes passam diretamente pelos custos de investimento. Além de pagar taxas de aproximadamente 0,38%, referente ao IOF, conforme já destacamos, e algumas tarifas bancárias, esse tipo de investimento através de corretoras internacionais incorre na cobrança de imposto de renda.

Nesse caso, o recolhimento se dá através de uma Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), e se caracteriza pela aplicação de uma alíquota de 15% sobre os rendimentos que ultrapassem 1 milhão de dólares (para pessoas físicas).

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