Fundos de Investimentos

Um dos fundos com pegada ESG (sigla em inglês que remete ao respeito às melhores práticas ambientais, sociais e de governança) mais inovadores, senão o mais inovador, acaba de ser lançado no Brasil pela BB DTVM em parceria com a Nordea Asset Management (NAM), maior grupo de serviços financeiros da região nórdica.

O BB Ações Nordea Global Disruption ESG IE FI, resultado dessa parceria da BB DTVM com a NAM, possibilita que o investidor brasileiro acesse uma estratégia em investimento com exposição a empresas globais, com carteira de ações selecionada pelos gestores da NAM no exterior.

Foto: Envato
Fundos de investimentos ESG

Critérios de escolha desse fundo ESG

São ações escolhidas a dedo, dentro de critérios rigorosos de ESG, em uma combinação de pesquisa temática prospectiva e escolha de ações com foco em análise fundamentalista, com uma estrutura única de gestão de risco. A gestão da estratégia é ativa, diferentemente de outros fundos da modalidade que seguem determinado índice ou índices.

O espectro de companhias com ações na carteira do Nordea é bastante amplo. Característica comum é que todas miram o futuro. Companhias do setor de tecnologia que se beneficiam de mudanças no comportamento do consumidor, empresas que desafiam os modelos tradicionais e históricos de negócios e redefinem o cenário competitivo em seus respectivos setores, materializando oportunidades no campo das fintech, healthec e greentech.

Empresas que, enfim, se beneficiam da chegada global da tecnologia 5 G, que, ao acelerar a pavimentação das empresas nesses setores, moldará o novo normal da sociedade moderna.

Três grandes pilares e os diferenciais

A estratégia de escolha está fincada em três grandes pilares: pessoas, sustentabilidade e tecnologia. No pilar pessoas, o fundo procura empresas que se beneficiam do consumo, incluindo o digital, saúde e de marcas inovadoras. Companhias que estão mudando os aspectos mais básicos da vida humana, relacionados ao trabalho, amizade, amor, envelhecimento, criação de filhos, aprendizado e construção de comunidades.

No quesito sustentabilidade, o fundo lança o olhar para empresas engajadas, como as que lançam novos produtos, serviços e tecnologia que contribuem para o desenvolvimento e bem-estar do planeta, respeitando os recursos naturais, por meio de energia renovável, e a capacidade regenerativa, pela proteção ambiental.

O pilar tecnologia dirige o fundo para empresas que trazem soluções de tecnologia de longo prazo, como as digitais, as de armazenamento de dados em nuvem, trabalho remoto, cibernética, fintechs, inteligência artificial, automação, 5 G. Tudo muito alinhado com a inovação.

Cabe à equipe de gestão da Nordea denominada Fundamental Equity Team (FET), boutique especializada em estratégias temáticas focadas em sustentabilidade e ESG, administrar a estratégia no exterior.

Os objetivos que o time de gestores busca estão bem alinhados. O foco é a geração de retornos de longo prazo, ajustados ao risco, sem abrir mão de uma tendência que contribua para a formação de uma sociedade mais inovadora, sustentável e eficiente.

Nordea segue princípios da ONU

Os responsáveis afirmam que o Nordea Global Disruption Fund não é apenas mais um fundo com abordagem de ESG que, mediante parceria, chega à prateleira da BB DTVM. Sua gestora, a Nardea Asset Management, é signatária dos Princípios para Investimento Responsável da ONU (Organização das Nações Unidas) desde2007. Apenas empresas com alta governança em ESG podem entrar na carteira.

O fundo da Nordea conta também com um rating de ESG elevado, classificado como produto de investimento sustentável, e precisa prestar contas, periodicamente, de como integra essas características de sustentabilidade.

As dez ações com maior participação na carteira do fundo são Alphabet, Pay Pay  Holdings, Amazon.com, Taiwan Semiconductor Manufacturing ADR, NextEra Energy, Jack Henry & Associates, Kerry Group, Allegion, Sallesforce.com e T-Mobile US.

Setorialmente as ações estão distribuídas nas áreas de tecnologia da informação, consumo discricionário; serviços de comunicação, financeiro, saúde, industriais, consumo básico, materiais básicos e utilidade pública.

O índice de referência do Nordea, o MSCI ACWI, é usado apenas para a comparação de desempenho. O time de investimento não segue esse índice na construção do portfólio ou na gestão. A estratégia tem um active share bastante elevado, ao redor de 90% - o active share mede o grau de desvio da carteira em relação a seu índice de referência. 

Interesse crescente pelo fundo ESG

“Há uma tendência crescente e muito interesse dos investidores em ESG devido, em parte, à pandemia, desastres naturais e foco renovado em igualdade racial e equidade de gênero, assim como maior exigência dos investidores por questões de segurança e gestão de risco”, afirma Renata Cypreste, gerente-executiva na BB DTVM.

O produto está aberto para fundos institucionais, como fundos de previdência abertos e fechados, seguradoras, fundos de investimento, administrados pela BB Gestão de Recursos DTVM, e ao investidor pessoa física, desde que classificados como investidores qualificados, com patrimônio acima de R$ 1 milhão no mercado financeiro. Trata-se de uma exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a todo fundo que empregue mais 67% dos recursos no exterior seja acessível somente ao investidor qualificado.

O fundo tem como foco investidores que desejam diversificar o portfólio com a alocação de parte de seus recursos no exterior, mas não faz hedge cambial da parcela de investimento enviada ao mercado internacional.

O valor mínimo de aplicação inicial e saldo é R$ 1.000. A taxa de administração é de 0,30% ao ano, calculada e cobrada todo dia útil sobre o patrimônio líquido do fundo. Não existe taxa de performance.

Imagem do autor

Colaborador do Portal Mais Retorno.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Veja mais Ver mais