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Fundos de Investimentos

Confira 7 fundos com baixa volatilidade, que batem o CDI, para diversificar e blindar a carteira

Os fundos apresentam baixo índice de volatilidade e alta liquidez

Data de publicação:24/02/2023 às 08:00 -
Atualizado um ano atrás
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Resiliência é a palavra-chave na diversificação para blindar as carteiras diante de cenários coalhados de incertezas para 2023. Por aqui, as incógnitas são, principalmente, em relação à proposta de âncora fiscal a ser apresentada pela equipe econômica e também às críticas do presidente Lula à permanência dos juros altos para levar a inflação ao centro da meta. Lá fora, as indicações de continuidade de política monetária restritiva por mais alguns meses geram dúvidas sobre em que medida isso vai provocar uma recessão global. 

A cada novidade sobre esses temas, os mercados reagem com oscilações, maiores ou menores, dependendo do teor das informações. Uma forma de proteger o patrimônio é buscar opções em fundos que se mostram mais resilientes, com menos volatilidade.

fundos multimercado

Analistas da XP Investimentos - Rodrigo Sgavioli,  Nathália de Sá e Clara Sodré - fizeram uma seleção de 7 fundos que têm demonstrado um comportamento mais resiliente, menos volátil e retornos consistentes. 

Confira os 7 fundos

Todos eles têm como principal característica a baixa volatilidade. São fundos multimercado e de renda fixa e todos batem o CDI.

Az Quest Low Vol

Sem exposição a títulos de crédito, explicam os especialistas, o AZ Quest Low Vol é um multimercado que busca retornos na diferença entre posições compradas e vendidas de ações (arbitragem) sem exposições direcionais. 

O fundo tem um patrimônio de R$ 854,54 milhões, 15,70 mil cotistas, exige aplicação mínima inicial de R$ 500, e apresenta uma rentabilidade de 14,93% em 12 meses. Sua característica principal é a combinação da liquidez com baixa volatilidade: cotização e liquidação do resgate acontece em D+1.

Desde o seu início em 2008, o fundo apresenta uma variação de 121% do CDI e uma volatilidade anualizada em 1,4% – para fins comparativos, o CDI apresenta uma volatilidade de 0,2%, o IHFA (índice dos hedge funds), de 3,88%, e Ibovespa, de 25,09%, apontam os analistas. 

Mesmo atuando no mercado acionário, a baixa volatilidade é resultado das operações realizadas – com “travas” (feitas por meio de derivativos), que trazem descorrelação com o mercado. Para superar o CDI no longo prazo, o fundo utiliza diferentes estratégias de arbitragem:

  • financiamento - identifica ativo sobrevalorizado para comprá-lo no mercado à vista e vendê-lo no mercado futuro; e reversão com a compra de ativos subvalorizados no mercado à vista e a venda no mercado futuro.
  • cash and carry - compra e venda de determinado ativo com ganhos na diferença entre mercado à vista e futuro 
  • financiamento de operações a termo - retorno vem do financiamento de investidores que operam com ações no mercado a termo

Az Quest Termo

Embora sua estratégia seja a de financiar operações com ações no mercado a termo, o AZ Quest Termo é considerado de renda fixa. O retorno é assegurado com regras de remuneração pré-definidas no momento em que fundo disponibiliza os recursos para as operações a termo. O fundo não tem exposição a títulos de crédito.

O AZ Quest Termo tem um patrimônio de R$ 478,54 milhões, 6 mil cotistas, cotização e liquidação são feitas em até D+7. O fundo exige aplicação mínima de R$ 500 e exibe rendimento de 13,11% em 12 meses. Vale dizer que esse fundo vai fechar para novas aplicações no dia 28 de fevereiro.

Em relação aos riscos de inadimplência, o fundo tem a B3 como intermediadora da operação, sendo responsável pelo crédito e pagamento do valor disponibilizado no financiamento. 

Desde seu lançamento o fundo apresentou um retorno de 107% do CDI e uma volatilidade anualizada de 0,29%. No cenário base, no qual o comprador da operação leva o contrato de termo até o vencimento, o fundo garante um retorno próximo ao CDI. 

Já em momento de maior volatilidade, o fundo tende a se beneficiar com provável aumento da antecipação dos contratos a termo. Nesse caso, o fundo receberá a mesma taxa contratada do termo, mas em um prazo menor, resultando em um retorno maior.

No gráfico abaixo, elaborado no Comparador de Ativos da Mais Retorno de setembro de 2021 a fevereiro de 2023.

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Novus Institucional FIC FIM

Esse multimercado macro, de acordo com os analistas, atua nos mercados de renda fixa, moedas e renda variável, reproduzindo as posições estratégicas do Novus Macro FIC FIM, da XP gestão. O fundo não corre risco de crédito privado. Operando uma volatilidade entre 1,5% e 2%, o fundo busca um retorno de CDI mais algo entre 1,5% e 2% ao ano.

O fundo tem um patrimônio de R$ 256,80 milhões, 8,57 mil cotistas, rentabilidade acumulada de 15,30% em 12 meses. O fundo exige aplicação mínima de R$ 1 mil, e cotização e liquidação acontece em D+1. 

Lançado em 2004, a estratégia do Novus apresenta um retorno de 118% do CDI desde seu início. A volatilidade anualizada apresentada para o mesmo período é de 1,18%.  

Para o controle de riscos, o fundo usa o sistema chamado Lote45. Por ele, o time de gestão da Novus consegue analisar, em tempo real, diferentes métricas, como VaR, stress test (levando em consideração simulações com variados cenários) e drawdown, explicam os profissionais da XP. 

Essas métricas são pré-estabelecidas no momento da originação da estratégia, e têm como objetivo a manutenção da volatilidade do fundo dentro do range desejado, que é entre 1,5% e 2%.

JGP Max Advisory

O JGP Max Advisory também é um multimercado macro de baixa volatilidade, definem os analistas. Suas teses de investimento são baseadas na elaboração de cenários macroeconômicos, com alta diversificação de portfólio e foco em ativos líquidos, nos segmentos de renda fixa, moedas, renda variável, commodities. Mas sem obrigatoriedade de manter posição nessas classes de ativos. 

Os gestores têm autonomia para buscar oportunidades e montar posições de modo a tirar proveito nos diferentes mercados. O fundo busca um retorno de CDI mais 2,5%.

O JGP Max Advisory tem patrimônio de R$ 90,95 milhões, 1,48 mil cotistas, e rendimento de 14,32% em 12 meses. O fundo exige aplicação mínima de R$ 20 mil, tem cotização e liquidação de D+16.

Lançado em 2017, a estratégia JGP Max apresenta um retorno de 113% do CDI desde seu início. A volatilidade anualizada apresentada para o mesmo período é de 1,64%. O JGP Max busca oportunidades em juros soberanos no Brasil e no exterior, e moedas de diferentes países, sempre com forte viés macro para tomada de decisões. 

Na bolsa, as principais operações são em índices globais, além de ações individuais principalmente no Brasil e EUA. Para todas essas classes, é comum o fundo ter tanto operações de longo prazo, quanto de perfil mais tático. Também opera crédito privado e commodities como parte integrante da estratégia de investimento.

Vinland Ativo Advisory

O Vinland Ativo Advisory é de renda fixa e busca entregar 105% do CDI com consistência no longo prazo com investimentos em renda fixa local e internacional. Segundo os analistas, o fundo busca seguir a estratégia macro da casa replicando o book de juros e moedas. Atualmente o fundo também conta com uma parcela de produtos de renda fixa bancários em seu portfólio.

O fundo tem patrimônio de R$ 2,58 bilhões e 29,74 mil cotistas e rendimento de 13,29% em 12 meses. Exige aplicação mínima de R$ 1 mil, com cotização e liquidação em D+1.

Lançado em 2021, a estratégia do Vinland apresenta um retorno de 109% do CDI e uma volatilidade anualizada de 0,59% desde seu início. Em sua composição de carteira é possível encontrar operações na curva de juros dos Estados Unidos e Brasil, e 10% da alocação em crédito privado, sendo 85% desse total aplicada em Letras Financeiras. 

É considerado um produto conservador, sem histórico de quedas consideráveis. Tem sua versão previdenciária, seguindo a estratégia tradicional, mas respeitando os limites de alocação para os fundos de previdência.

Kinea Absoluto FI Renda Fixa

O Kinea Absoluto FI Renda Fixa busca entregar um retorno de CDI mais 1,5% com um perfil conservador e investimentos dinâmicos em crédito. Entre os ativos operados estão títulos públicos (local e internacional), moedas, crédito privado (debêntures, CRIs, bonds offshore) e juros globais.

O fundo tem patrimônio de R$ 3,95 bilhões, 14,81 mil cotistas, e rendimento acumulado de 13,55% em 12 meses. Exige aplicação mínima de R$ 5 mil, com cotização e liquidação em D+1.

Lançado em 2018, a estratégia do Kinea apresenta um retorno de 104% do CDI e uma volatilidade anualizada de 0,89% desde seu início. São 4 os vetores de diversificação dentro do fundo, que buscam trazer consistência à estratégia: o fundo diversifica em relação ao risco (mercado e crédito), estratégias (direcionais e relativas), instrumentos (títulos públicos, privados e opções) e geográfica (Brasil e Internacional).

WHG RF Dinâmico

O WHG RF Dinâmico é um fundo de renda fixa internacional hedgeado, que tem como foco estratégias globais em juros, moedas e inflação. Seu principal objetivo é gerar retornos consistentes com baixa volatilidade e descorrelação com os ativos tradicionais do mercado.

O fundo tem R$ 573,99 milhões, 1,99 mil cotistas e rendimento de 12,51% acumulado em 12 meses. Exige aplicação mínima de R$ 5 mil, mas o fundo é exclusivo para investidores qualificados.

Desde seu início em 2021, o fundo apresenta um retorno de 104% do CDI e uma volatilidade anualizada de 2,52%. O fundo tem suas estratégias sustentadas em operações direcionais em juros e moedas, operações em volatilidade direcional e operações long/short de juros entre diferentes países, entre outras.

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Sobre o autor
Regina Pitoscia
Editora do Portal Mais Retorno.

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