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A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, registrou lucro líquido recorrente de R$ 426,6 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 8,3% maior ante o resultado obtido no mesmo período do ano anterior.

Foto: Agência Brasil/ Marcelo Camargo
Em seu primeiro balanço divulgado ao mercado após o IPO, Caixa Seguridade registra lucro líquido 8,3% superior ante o obtido no mesmo período do ano passado - Foto: Marcelo Carvalho/Agência Brasil

Se comparado com os três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi recorde para o período, houve baixa de 1,2%. O crescimento observado no comparativo ano a ano foi ancorado sobretudo na elevação das receitas de corretagem.

No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 6,2% frente ao mesmo período do ano anterior.

"O resultado reflete a recuperação das receitas operacionais, que foram expressivamente impactadas no primeiro semestre de 2020 pela primeira onda da covid-19 e pelo foco da rede Caixa no pagamento do auxílio emergencial naquele período", explicou a companhia, em nota.

Listada na Bolsa desde abril deste ano, a Caixa Seguridade apresentou os primeiros resultados sob a nova liderança da companhia.

Camila de Freitas Aichinger, até então diretora comercial e de produtos, assumiu em junho a presidência da holding, substituindo Eduardo Dacache, que renunciou ao cargo por motivos pessoais e familiares.

Retorno e prêmios

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade foi de 38,7% no segundo trimestre contra 42,9% no primeiro. Há um ano, quando ainda tinha capital fechado, sua rentabilidade era de 30,7%.

"A variação entre 2020 e 2021 é devida à performance positiva do lucro líquido do primeiro trimestre, que reforça o numerador do indicador, e à redução do patrimônio líquido, proveniente do pagamento de dividendos, sensibilizando o denominador do ROE", pontuou a empresa.

Os prêmios emitidos de seguros da empresa tiveram incremento de 23,9% de abril a junho contra igual período de 2020, totalizando R$ 1,993 bilhão.

Por sua vez, as contribuições de planos de previdência tiveram alta de 177,6%, para R$ 7,8 bilhões, na mesma base de comparação. Em julho, a seguradora bateu a marca histórica de R$ 100 bilhões em reservas.

A receita operacional da Caixa Seguridade foi a R$ 541,5 milhões no segundo trimestre deste ano, avanço de 16,5% na comparação com a cifra vista em idêntico intervalo de 2020.

O desempenho dos negócios de distribuição, formado pelas receitas de acesso à rede e uso da marca (BDF), e agora também pelas receitas da Caixa Corretora, somou R$ 214,3 milhões neste trimestre, crescimento de 36,4% comparativamente ao segundo trimestre de 2020.

Desinvestir em ativos

Depois de uma completa reestruturação que culminou com a sua listagem na B3, a holding de seguros da Caixa listou novos ativos para desinvestir. O foco é sair de tudo que não é considerado core.

De cerca de oito negócios, serão mantidos apenas dois: a Youse, seguradora digital, e a operação de seguro habitacional, relevante para o banco diante da sua liderança em crédito imobiliário.

Assim, a Caixa Seguridade quer vender a sua participação no braço de seguros do Pan, que inclui a seguradora Too, uma corretora, em sociedade com o BTG Pactual, além das sociedades com a sócia francesa CNP Assurances, que perderam o sentido após a estruturação de novas parcerias para explorar o balcão do banco público.

Devem sair do guarda-chuva Caixa as participações na corretora Wiz, na Previsul, de previdência privada, na CNP Capitalização (antiga Caixa Capitalização) e CNP Consórcios (antiga Caixa Consórcios). / com Agência Estado

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