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As empresas BRF e AES Brasil anunciaram, na véspera, a criação de uma joint venture para a construção de um parque de energia eólica no complexo Cajuína, no Rio Grande do Norte.

Energia gerada no novo parque eólico será comercializada para a BRF em um contrato com prazo de 15 anos - Foto: Envato

Segundo o fato relevante divulgado pela BRF, o novo parque terá capacidade instalada de 160 MWm (média de quantidade de energia por hora), gerando 80MWm a serem comercializados pela AES Brasil com o frigorífico por meio de contrato e de compra e venda de energia com prazo de 15 anos.

De acordo com a BRF, a iniciativa está em linha “com a Visão 2030, com a política de sustentabilidade da companhia e com o compromisso de se tornar Net Zero em emissões de gases de efeito estufa (GEE) até em 2040, tanto em suas operações como em sua cadeia produtiva”.

Com a parceria, conforme a empresa em comunicado, a BRF atenderá cerca de um terço de suas necessidades energéticas no Brasil e “evolui com sua meta de chegar a 2030 com mais de 50% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e limpas, além de mitigar riscos de escassez de abastecimento e opera com custos mais competitivos”.

O investimento estimado do projeto é de aproximadamente R$5,2 milhões/MW instalado, sendo que a BRF investirá diretamente o valor aproximado de R$ 80 milhões, a ser desembolsado durante o desenvolvimento da iniciatva. O início das operações do parque está previsto para 2024.

O fechamento desta parceria está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores do mercado de energia. “A companhia continuará a prospectar oportunidades para investir em fontes alternativas de autoprodução de energia limpa, em conexão com suas metas de longo prazo em sustentabilidade”, completou.

Prejuízo trimestral

Ainda neste mês, a empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 199 milhões no segundo trimestre de 2021, ante lucro líquido de R$ 307 milhões reportado no mesmo período do ano passado.

receita líquida proveniente das vendas no período somou R$ 11,637 bilhões, aumento de 27,8% sobre os R$ 9,104 bilhões de igual trimestre de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da BRF alcançou R$ 1,271 bilhão de abril a junho deste ano, alta de 23,2% ante o R$ 1,031 bilhão do mesmo intervalo do ano anterior.

margem Ebitda ajustado foi de 10,9%, ante 11,3% na mesma base comparativa. O Ebitda consolidado ficou em R$ 1,294 bilhão, alta de 10% ante o R$ 1,177 bilhão reportado no ano passado.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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