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O governo chinês suspendeu as importações de carne suína e de aves da unidade da BRF em Lucas do Rio Verde (MT), conforme comunicado no site oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) publicado na véspera.

Com essa notícia, a empresa vive um dia de perdas na Bolsa, com baixa de 2,57% em seus papéis, às 14h08.

Foto: Arquivo
Suspensão da importação de carnes para a China por parte da BRF se deu por problemas de transporte, segundo Ministério da Agricultura - Foto: Reprodução

Os chineses informaram que a interrupção das compras entrou em vigor hoje, sem sinalizar quando os negócios podem ser retomados. Segundo o Ministério da Agricultura, problemas no transporte dos produtos até o país asiático teriam motivado a decisão.

Em nota, a BRF disse que soube da decisão por meio do site da Gacc e que tomará as medidas cabíveis e "trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras". A empresa ressaltou, porém, que ainda não foi notificada oficialmente sobre a suspensão.

"A BRF reforça que possui confiança em seus rigorosos processos de segurança de alimentos e de qualidade e reafirma seu compromisso em continuar aprimorando os controles internos para garantir os mais elevados padrões de qualidade e segurança."

Transporte

Em nota, o Ministério da Agricultura disse que a suspensão anunciada ocorreu por problemas identificados no transporte dos produtos até o país asiático.

Segundo a pasta, a informação foi dada por uma autoridade chinesa após a publicação do embargo no site oficial da Gaac.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse também que vai apoiar a BRF na reversão da suspensão de importações da sua unidade de Lucas do Rio Verde. "

A associação reforça os elevados padrões de qualidade do setor e da BRF e a excelência dos produtos brasileiros exportados para mais de 150 nações nos cinco continentes, apoiando a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo", afirmou.

A planta da BRF em Lucas do Rio Verde foi habilitada para exportar para a China em setembro de 2019 e também produz para a África do Sul e Canadá.

É uma das unidades da empresa cuja operação é 100% digitalizada e recebe investimentos constantes. No início do mês passado, por exemplo, a companhia anunciou que vai investir R$ 670 milhões na operação de Mato Grosso, entre as fábricas de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, para modernização e ampliação da produção.

Intervenção

O país asiático vem suspendendo, desde o ano passado, as compras de frigoríficos de vários países. A justificativa seria o maior controle sanitário, em razão da pandemia da covid-19.

A última suspensão de um frigorífico brasileiro ocorreu em setembro do ano passado, porém em caráter temporário. Na época, a Gacc paralisou as compras de uma planta de bovinos da Minerva Foods por uma semana.

As relações de frigoríficos com a China têm sido discutidas pelo setor com a ministra Tereza Cristina. Na última semana ela se reuniu com representantes de frigoríficos para tratar de novas habilitações.

Também na semana passada o Ministério da Agricultura informou que a China havia concordado em retomar a análise de pedidos de habilitação de frigoríficos brasileiros.

De acordo com a nota, esse trabalho tinha sido suspenso desde o início da pandemia, com a Gacc mais focada na prevenção e controle da covid-19.

Na ocasião, a pasta disse também que 56 plantas aguardam análise para habilitação pelo governo chinês, mas, para dar continuidade ao processo, elas precisam atualizar informações técnicas, incluindo controles implementados para prevenção do coronavírus. / com Agência Estado

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