Economia

Brasil, Índia e Argentina serão os países emergentes com as maiores dívidas públicas em proporção ao seu respectivo PIB em 2021, prevê relatório do banco UBS. O nível de endividamento atual de cada um deles, hoje, já estão elevados, de 87,5%, 88,3% e 89,5%, respectivamente. 

O documento atribui a deterioração fiscal à crise sanitária, destacando que nesses três países, os números de infecções e mortes por covid-19 se encontram em patamares superiores em comparação com o restante do mundo.

Foto: Terra Santa Agro - Reprodução
Ativos do setor de commodities são os mais promissores nos países emergentes Foto: Terra Santa Agro - Reprodução

O aumento dos gastos públicos aplicados no socorro à economia e na contenção da disseminação do vírus prejudicou ainda mais o quadro fiscal dos países, que já sofriam com elevados estoques de dívida.  

Os analistas pontuam que o mundo desenvolvido ainda mantém níveis mais elevados de endividamento.

Petrobras e Vale serão destaques no Brasil

O estudo também contemplou o comportamento das bolsas nos mercados emergentes para este ano. As estimativas são de que o ganho por ação em 2021 ficará em 42%, depois de passar por seguidas revisões desde outubro do ano passado.

O documento destaca o setor de recursos naturais como o mais promissor, nesses mercados, e prevê retornos mais tímidos em imóveis, com potencial de avanço de 14%.

Petrobras e Vale são as companhias brasileiras que devem ter mais protagonismo em valorização.  

Índia e China devem liderar crescimento

A China terá crescimento real do PIB de 9%, segundo maior entre emergentes, atrás apenas da Índia, que deve avançar a renda nacional em 10%, segundo os autores do documento.

Os economistas da UBS projetam para 2022 inflação menor em 13 dos 22 países emergentes analisados. Entre aqueles onde os preços devem crescer, Argentina e Turquia devem registrar taxas de dois dígitos.  

No Brasil, a perspectiva é de aumento da taxa de juros dentro dos próximos doze meses, o que deve conter a inflação.

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