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Mercado Financeiro

Bolsa sobe em último pregão do ano, mas termina 2021 em queda de 11,93%, pior resultado desde 2015

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, subiu no último pregão do ano, mas termina 2021 abaixo dos 105 mil pontos, acumulando uma queda…

Data de publicação:30/12/2021 às 18:56 -
Atualizado 6 meses atrás
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A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, subiu no último pregão do ano, mas termina 2021 abaixo dos 105 mil pontos, acumulando uma queda de 11,93% no ano que está por terminar. Foi o pior resultado para a Bolsa desde 2015, quando acumulou uma desvalorização de 13,31%.

A bolsa deu a impressão de que surpreenderia com fechamento acima de 105 mil pontos. Faltou pouco. Passou a maior parte do pregão acima dessa linha de pontuação, mas no momento final veio abaixo, ao encerrar os negócios em 104.822 pontos, com valorização de 0,69%.

Bolsa: Ibovespa fechou o ano em queda de 11,93%, pior resultado desde 2015

Bolsa tem pregão fraco

Em um pregão de poucos negócios, como vem ocorrendo neste período de festas, o mercado de ações acompanhou nesta quinta-feira o tom positivo no exterior. Em mercado de estreita liquidez, investidores aproveitaram o último dia de negócios do ano para fazer os ajustes finais nas carteiras de ações. O volume financeiro somou R$ 11,9 bilhões.

Destaques da Bolsa

Os destaques do pregão, na coluna das maiores altas, foram mais uma vez as ações de empresas do setor de varejo. Magazine Luiza (MGLU3), também a mais negociada no dia, subiu 6,51% e a Via (VIA3), a terceira mais negociada, valorizou-se 3,59%.

As ações de empresas do setor de varejo vêm se destacando desde o início da semana, após o anúncio de capitalização de Magazine Luiza com emissão de debêntures, no total de R$ 2 bilhões, e pelas expectativas de aumento de vendas do setor neste fim de ano.

Superávit primário repercute na Bolsa

Um dado que repercutiu positivamente no mercado nesta quinta foi o superávit primário de R$ 15 bilhões obtido pelo setor público consolidado em novembro, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central.

Os números, que abarcam contas do governo federal, estados, municípios e estatais), são os melhores desde novembro de 2013 e indicam certo alívio, ainda que momentâneo, do quadro fiscal brasileiro. O superávit primário do setor público, que não inclui despesas com juros da dívida, acumulado em 11 meses de 2001 chega a R$ 64,6 bilhões.

O dia positivo no exterior foi derivado de dois fatores. O primeiro foi a recuperação do minério de ferro, após a sequência de baixas, “o que deixa os investidores de olho no rumo dos preços do minério no começo do ano que vem”, observa Rafael Ribeiro, analista da Clear. O mercado espera os detalhes sobre os planos da China para apoiar a economia.

Um comentário da Mysteel Research & Consulting ao portal Bloomberg prevê que “o preço do minério de ferro à vista vai se manter em uma tendência limitada de alta, principalmente devido à expectativa de reposição de inverno antes do feriado do Ano Novo chinês.”

Nos Estados Unidos, os dados que apontaram baixo número de pedidos de seguro-desemprego foram vistos como sinal de recuperação da economia e isso animou o mercado, avalia Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Messem investimentos.

Os dados sobre emprego não foram suficientes, contudo, para impulsionar o mercado de ações. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com baixa de 0,25%, em 36.398 pontos; o S&P 500 recuou 0,30%, para 4.778 pontos, e o Nasdaq caiu 0,16%, para 15.741 pontos.

Dólar fecha em queda superior a 2% em dia de Ptax

O dólar recuou 2,06%, para R$ 5,576, em dia de definição da Ptax, a cotação média usada para a liquidação de contratos futuros. A briga entre os que torcem pela alta e os que ganham com a queda adiciona volatilidade à moeda, com os vendidos (ganham com a baixa) tentando puxar os preços para baixo e os comprados em direção contrária.

A vitória pendeu para os vendidos, ajudados também pelos dados do superávit primário, segundo especialistas.

Sobre o autor
Renato Jakitas
Editor-chefe do Portal Mais Retorno.