Índices e Indicadores

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, emplacou nova valorização hoje, a terceira seguida. Subiu 1,96%, com o Ibovespa avançando para 114.983,75 pontos. O dia de negócios foi mais calmo, mas também de muita volatilidade.

O dólar amargou mais uma baixa, de 1,94% no dia, cotado por R$ 5,54. Foi a terceira queda consecutiva. E não foi apenas um reflexo do ambiente mais calmo, mas pelo temor de atuação firme do Banco Central.

O mercado financeiro reagiu bem à aprovação da PEC Emergencial na Câmara. E parece mais confortável com os sinais de mudança de postura e atitudes no alto escalão do governo. “O presidente Bolsonaro parece ter caído na real”, analisa Thomas Giuberti, sócio e economista da Golden Investimentos. “Tanto em relação à pandemia quanto a outros pontos.”

O dólar está momentaneamente sem sustentação. A aprovação da PEC tirou o suporte, mas o que o câmbio sentiu foi a mão pesada do Banco Central, bastante agressivo em suas atuações no mercado, diz Giuberti. 

O BC fez um leilão forte (de contratos de swap cambial), após a aprovação da PEC, explica o executivo da Golden Investimentos. Uma oferta de swaps anunciada na noite de quarta-feira, entendida pelo mercado como um recado de que o BC não está brincando em serviço.

O anúncio antecipado e o volume ofertado no leilão, US4$ 1,5 bilhão, segundo Giuberti, sinalizam que o BC não quer aumentar muito a Selic. Uma impressão reforçada pelo IPCA de 0,86% em fevereiro. A reunião do BC que decide a Selic ocorrerá na próxima semana.

“Como o IPCA veio alto, acima das expectativas, e o câmbio pressiona a inflação, o BC não quer o dólar alto para não ter que aumentar muito a Selic”, avalia o economista da Golden Investimentos.

Bolsa de olho na PEC emergencial
Mercado financeiro brasileiro de olho na PEC emergencial

Ontem, o Ibovespa, principal cesta de ações no país, encerrou o pregão em alta de 1,29%, a 112.776 pontos. Saiba mais sobre o pregão de ontem aqui.

O mercado americano também recebeu muito bem os dados de inflação divulgados ontem. Com os preços controlados, afastou-se a possibilidade de aumento de taxa de juros por lá, o que serviria para pressionar as moedas do mundo frente o dólar.

Wall Street no azul

Nos Estados Unidos, os ânimos iniciaram o dia em alta, reflexo do estímulo da aprovação do pacote fiscal do governo americano, de US$ 1,9 trilhão e pelo anúncio do índice de preços ao consumidor e pela movimentação dos Treasuries, cujo juros seguiram em queda, após dias de alta, alimentados pela expectativa da inflação.

A notícia acalmou os investidores, que temiam uma disparada da inflação e levasse o Fed (Federal Reserve, banco central americano) a apertar sua política monetária.

Esse otimismo levou o índice Dow Jones a atingir nova máxima histórica de fechamento. Encerrou o dia em alta de em alta de 1,46%, a 32.297,02 pontos, o S&P 500 subiu 0,60%, a 3.898,81 pontos, e o Nasdaq recuou 0,04%, a 13.068,83 pontos. Depois de subir mais de 3% na última sessão, este índice fechou perto da estabilidade, com a Tesla, que havia avançado ontem quase 20%, em baixa de 0,82%.

Ásia em curva ascendente

Após dias com comportamento misto, as bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, por conta dos reflexos diretos das decisões da economia americana,

A bolsa japonesa subiu 0,60, a 29.211,64 pontos. Em Seul, na Coréia, a alta foi de 1,88%, a 3.013,70 pontos, quebrando o ciclo de cinco pregões negativos consecutivos. Já na China, o índice avançou 2,36%, a 3.436,83 pontos, apesar do premiê Li Keqiang ter anunciado dias atrás o fato de que o país buscará um crescimento de 6%, índice bem modesto para o comportamento da economia chinesa.

Na Austrália, a bolsa seguiu estável com índice S&P/ASX 200 em 6.713,90 pontos, após um pregão marcado por volatilidade.

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Colaborador do Portal Mais Retorno.

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