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Em abril, o número de mulheres que investem na Bolsa de Valores, a B3, alcançou a marca histórica de 1 milhão.  

O total chegou a exatos 1.007.982 investidoras, que correspondem a 27,34% do total de pessoas que aplicam em ações na B3. É o que informa o relatório mensal de perfil do investidor que traz a evolução de investidores na B3 por gênero.

O crescimento da participação feminina no mercado nos últimos anos tem sido expressivo, especialmente nos últimos três anos.

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Prédio da B3 no centro de São Paulo - Foto: Divulgaçã

Em 2018, as aplicações em ações na B3 feitas por mulheres estava em 179.511, o que correspondia a 22,06% do total dos investidores. No ano seguinte, esse número mais que dobrou, cresceu 116%, atingindo 388.658 aplicadoras, ou 23,33% do total.

O número voltou a dobrar em 2020, com avanço de 118% para a marca de 847.585 investidoras. E apenas nesses quatro meses do ano o aumento foi de 19%, superando, portanto, a casa de 1 milhão.

De 2018 até o fim de abril, a evolução do número de investidoras foi de 461%. E em 10 anos, o avanço é de 690%.

As razões que levaram a uma maior participação das mulheres na Bolsa de Valores são as mesmas do crescimento de investidores individuais em geral: a procura pela diversificação e por aplicações mais rentáveis que a renda fixa, que passou a apresentar um retorno bem mais miúdo, com a queda dos juros a níveis mínimos.

A participação masculina também tem crescido na B3, mas em ritmo bem mais desacelerado. Em 2018, o total de investidores era de 634.269, e com crescimento de 101% passou para 1.277.424 em 2019. No ano seguinte, o número de investidores alcançou o total de 2.382.966, com alta de 87%. E o avanço neste ano está em 12,42%, com um total de 2.679.044, o que corresponde a 72,66% do total.

A CEO da Atom S.A e líder do movimento para ampliação de mulheres na Bolsa, Carol Paiffer, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, disse que “quando falamos do universo feminino, estamos falando não só de a mulher entender a importância do dinheiro dela e de não ser refém de terceiros, mas também de entender que ela é um agente de transformação”.

“São elas que ficam mais com os filhos, vão ao supermercado e decidem o que está caro ou que está barato. Tudo isso pode gerar uma mudança de comportamento cultural no País e fazer o brasileiro sair do endividamento para o investimento”, argumentou a executiva.

A próxima meta a ser batida pelo movimento é alcançar a fatia de 30% dos investidores em bolsa.

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Editora do Portal Mais Retorno.

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