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Ativos de emergentes tiveram retirada de recursos de US$ 9,8 bi em março, diz IIF, mas América Latina deve ser beneficiada

China sofreu a maior retirada de recursos, de mais de US$ 17 bilhões

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Data de publicação:05/04/2022 às 14:35 Atualizado 6 meses atrás
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O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) afirma em relatório que os ativos de mercados emergentes tiveram US$ 9,8 bilhões em retirada de recursos, em março, conforme sua estimativa. O fluxo ficou negativo pela primeira vez desde março de 2021.

A China liderou o movimento, com saída de US$ 11,2 bilhões no mercado de bônus e de US$ 6,3 bilhões do acionário no mês citado, segundo a instituição, formada pelos 500 maiores bancos do mundo e sediada em Washington.

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China perdeu mais, mas América Latina tende a ser beneficiada

Por outro lado, os emergentes exceto a China atraíram US$ 8,2 bilhões no mercado de dívida. Já no acionário, houve saída de US$ 400 milhões entre esses países.

O IIF destaca o movimento recente na China como "sem precedentes" e diz que ele pode ser fruto de uma rotação entre mercados.

Ao avaliar o quadro das regiões, o IIF afirma que a América Latina teve fluxo positivo de US$ 10,8 bilhões em março. Para o instituto, isso "pode ser explicado pelo consenso geral de que economias da América Latina devem se beneficiar com recentes acontecimentos do mercado".

Ainda para o IIF, os investidores mostram-se em geral mais sensíveis a riscos, atentos especificamente aos riscos geopolíticos, às condições monetárias mais "apertadas", ao avanço da inflação e aos temores de que muitas economias não se recuperem rápido do choque da pandemia da covid-19.