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Apple irá fabricar iPhone 14 na Índia, transferindo parte da produção na China

Primeiro-ministro do país faz esforço para conseguir aumentar produção local

Data de publicação:27/09/2022 às 14:47 -
Atualizado 2 meses atrás
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A Apple produzirá seu iPhone 14 na Índia, enquanto os fabricantes transferem a produção da China em meio a tensões geopolíticas e restrições pandêmicas que interromperam as cadeias de suprimentos para muitas indústrias. "Estamos entusiasmados por fabricar o iPhone 14 na Índia", disse a Apple em comunicado, nesta terça-feira.

A Índia é o segundo maior mercado de smartphones do mundo depois da China, mas as vendas do iPhone da Apple têm lutado para capturar uma grande fatia do mercado contra aparelhos mais baratos dos concorrentes.

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Apple irá fabricar Iphone da Índia | Foto: Reprodução

O anúncio da empresa se encaixa com o impulso do primeiro-ministro, Narendra Modi, para a fabricação local, que tem sido um objetivo fundamental para seu governo desde que assumiu o cargo em 2014. A empresa de tecnologia apostou alto na Índia, onde começou a fabricar seus iPhone SE em 2017 e desde então continuou a montar vários modelos lá.

A Apple provavelmente transferirá cerca de 5% de sua produção do iPhone 14 para a Índia ainda este ano, elevando-o para 25% até 2025, de acordo com um relatório do JP Morgan citado pela agência de notícias Press Trust of India. Os analistas esperam que quase um quarto de todos os produtos da Apple sejam fabricado fora da China até 2025, em comparação com cerca de 5% agora.

Cadeia de suprimento em risco com os rigorosos bloqueios pela covid-19 vistos na China são provavelmente os gatilhos para tais esforços de realocação que continuarão nos próximos dois ou três anos, segundo o relatório. A Apple não divulgou detalhes, mas reportagens dizem que a empresa planeja definir montagem de tablets e fones de ouvido sem fio no Vietnã.

Outras empresas estão mantendo ou expandindo a fabricação na China para atender o mercado interno enquanto deslocam o trabalho orientado para a exportação para outros países devido ao aumento de salários e outros custos, bem como a dificuldade para executivos estrangeiros visitarem a China devido às restrições de viagem anticovid-19./ Agência Estado.

Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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