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A Acqua-Vero, um dos maiores escritórios de agentes autônomos de investimentos do País, ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para questionar o valor da multa de R$ 134 milhões, cobrada pela XP Investimentos pela quebra de contrato e fim da parceria entre ambas.

O escritório, que conta com 20 mil clientes e administra uma carteira de R$ 8,5 bilhões, anunciou o rompimento com a XP no último dia 17, com um prazo de 60 dias para cumprir uma espécie de aviso prévio.

lucro dos bancos

Terminado esse período, a Acqua-Vero deverá anunciar oficialmente sua sociedade com o BTG Pactual. Entre os planos estão a sua transformação em corretora, movimento a ser aprovado pelo Banco Central e lançamento de ações (IPO) em bolsa em um prazo de três anos.

Além disso, o BTG deve buscar a ampliação da carteira sob custódia da Acqua-Vero para R$ 12 bilhões até final deste ano, investindo principalmente no aumento no número de filiais. Hoje são 16 unidades. No plano de negócio dos sócios, a empresa deverá lançar 100 novos escritórios pelo País.

A Acqua-Vero elenca os procedimentos adotados pela antiga casa, que vem lhe trazendo prejuízos e a levaram a questionar o valor da multa. Os pontos foram destacados no processo.

Em comunicado, ela afirma ter sofrido “assédio aos sócios e assessores vinculados ao escritório, oferecendo valores fora da realidade de mercado para impedir que as pessoas acompanhassem o movimento da Acqua-Vero, aproveitando-se da sua capacidade econômica”.

Afirma ainda, ter havido “assédio aos clientes, com falsa informação sobre impossibilidade de seguirem com a Acqua-Vero, o compartilhamento de dados sigilosos de clientes; e a migração forçada de clientes para outros escritórios de agentes autônomos”.

Em vez da multa, o escritório contratou um seguro garantia que, segundo fontes, teria os sócios como avalistas e valor superior ao da multa, enquanto o processo segue na Justiça.

Também em nota, “a XP lamenta a postura da Acqua Vero em não honrar contratos assinados e afirma que irá defender seus direitos na Justiça”.

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