Economia

Nesses tempos de pandemia, os papéis de companhias aéreas estão sofrendo na bolsa. Pelo segundo dia consecutivo, as ações das empresas aéreas registraram queda.

Os papeis da Azul (AZUL4) tiveram o maior tombo desta terça-feira, com recuo de 6,80%, após queda de 6,10% registrada no dia anterior.

Restrição e cancelamento de voos castigam as cias aéreas na bolsa de valores - Foto (Divulgação)

Na abertura das operações de ontem na bolsa, a ação da Azul era cotada a R$ 38,91, mas caiu ao nível de R$ 37,45, o menor nível até o início da tarde.

A Gol (GOLL4), a maior companhia aérea do País, registrou recuo de 3,63% na segunda. As ações abriram em queda ontem e fecharam o dia com recuo de 1,98%, a R$20,30.

Por que os papeis de aéreas estão caindo?

E não é preciso nem muito esforço para entender por que as ações de empresas aéreas se apresentam em queda. No mundo todo, em consequência da pandemia, houve uma forte restrição na circulação de pessoas. Países como o Brasil também sofrem com aeroportos fechados e cancelamentos para seus voos.

Lá fora, há uma pressão no curto prazo: o ritmo de vacinação da população não parece ser suficiente para garantir a temporada de verão no hemisfério Norte. Sem a devida segurança, as restrições devem continuar para os voos e trânsito de pessoas.

Na Europa, especialistas avaliam que várias nações europeias enfrentam uma terceira onda de casos de covid-19. Na Alemanha, o governo decidiu ontem estender o lockdown até 18 de abril, enquanto a França informou que 4,5 mil pessoas estão em unidades de terapia intensiva, o maior número desde novembro de 2020.

Já Portugal revelou que deve continuar em estado de emergência até, pelo menos, maio. Na Holanda, o primeiro-ministro, Mark Rutte, afirmou que o toque de recolher noturno no país deve durar ao menos até 20 de abril. Tudo isso sinaliza para a redução da velocidade de recuperação da economia global.

Aqui dentro, a situação é ainda pior. Não só porque apenas pouco mais de 5% da população foi vacinada, mas porque há um recrudescimento da doença no País. O número de novo casos já bateu a casa de 90 mil por dia, e o de mortes atingiu a marca dos 3 mil.  A perspectiva de melhora da situação parece bem distante, e o cenário poderá piorar ainda mais antes de melhorar.

Segundo Paloma Brum, economista da Toro Investimentos, as ações dessas empresas se comportaram em trajetória descendente por conta da redução da circulação de pessoas provocada pelos lockdowns no país para conter a disseminação do covid-19.

“Isso faz com que haja diminuição da demanda por viagens. Dessa forma, a retomada das atividades nesse setor tende a ser mais lenta do que o esperado, o que deve prejudicar fortemente os resultados da Gol e Azul”, analisa.

As duas empresas. Gol e Azul apresentaram prejuízos em seus balanços no ano passado. / com Júlia Zillig

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Editora do Portal Mais Retorno.

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