Economia

O setor atacadista e distribuidor brasileiro cresceu 5,2% em 2020. Se descontada a inflação no período, porém, a alta foi de 0,7%, o que garantiu ao setor a participação de 51,2% no mercado de mercearia nacional, avaliado pela Nielsen em R$ 562,3 bilhões no ano passado.

Os dados são do Ranking Abad/Nielsen 2021, com informações sobre 2020, realizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), em parceria com a consultoria Nielsen.

Foto: Corretor Carvalho
Fachada de uma das lojas do Assaí no Brasil - Foto: Corretor Carvalho

Nelson Barrizzelli, coordenador de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA) e responsável pelas análises do Ranking Abad/Nielsen, aponta que o recuo de 1,8 ponto porcentual na participação do setor - de 53% para 51,2% - reflete parte da perda resultante do fechamento de bares, restaurantes e lojas de cosméticos ao longo de 2020.

Para o consultor, o peso do setor no abastecimento de supermercados, farmácias, padarias, mercearias e açougues, que permaneceram abertos, compensou a perda de faturamento com os pontos de vendas que ficaram fechados.

Atacadistas de autosserviço em crescimento

A Nielsen aponta que os varejos tradicionais (com cobertura de 95% do setor) retraíram 0,4% e bares/restaurantes (85% atendido pelo atacado) apresentaram queda de 18,6% em 2020.

Por outro lado, o segmento de farmacosméticos aponta alta de 4,5%, e o de autosserviço pequeno (mercados com até mil metros quadrados) teve crescimento de 10% no mesmo período.

Esta edição do Ranking Abad/Nielsen mostra que os atacadistas de autosserviço são os que mais crescem, influenciados pela dinâmica de abertura de novas lojas e por estarem abertos num momento de pandemia, enquanto outros tipos de comércio permaneceram fechados.

O crescimento da modalidade entre 2019 e 2020 foi de 24,9%, atingindo faturamento de R$ 64,7 bilhões. O atacado de autosserviço é também a modalidade que mais oferece postos de trabalho.

Vendas em alta

Apesar da permanência da pandemia no primeiro semestre, o presidente da Abad, Leonardo Miguel Severini, prevê para este ano o incremento das vendas. "Temos confiança em continuar crescendo, mesmo porque lidamos com alimentos de primeira necessidade. E vamos em busca desse desempenho, melhorando ainda mais a qualidade da entrega, a disponibilidade de produtos e o zeramento da ruptura." /com Agência Estado

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