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Finanças Pessoais

Semana da Criança: 7 dicas para ensinar finanças pessoais para o seu filho

A educação financeira é um dos grandes desafios do brasileiro. Veja como é possível ensinar o seu filho a lidar com dinheiro com essas 7 dicas.

Data de publicação:11/10/2022 às 05:00 -
Atualizado um ano atrás
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A educação financeira é um dos pilares no desenvolvimento do Brasil. E, para que esse aspecto ofereça maior evolução, é essencial começar desde cedo a trabalhar com a criança os conceitos de como lidar com o dinheiro.

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Na Semana da Criança, saiba como passar conceitos sobre a relação com o dinheiro aos pequenos - Foto: Reprodução

Pensando nesse desafio e aproveitando a data comemorativa do dia das crianças, aqui vai uma série de dicas para que você possa ensinar o seu filho sobre finanças pessoais de uma forma lúdica e divertida.

7 dicas para ensinar a criança sobre finanças

O mercado financeiro não precisa ser chato e cheio de termos técnicos. Nem faria sentido apresentá-lo assim para crianças, que fatalmente perderiam o interesse. O que realmente importa é compartilhar conceitos que serão importantes para o futuro de forma atrativa, para que o seu filho possa aprender como lidar com o capital desde pequeno. Vamos lá!

1. Aprenda a guardar para ganhar mais

Um dos grandes desafios de qualquer brasileiro é aprender a poupar para poder investir pensando no longo prazo. Isso porque, em essência, trata-se de um sacrifício. Isto é, nós deixamos de consumir algo que nos daria prazer imediato para guardar o dinheiro e poder ter um retorno financeiro no futuro.

Uma forma de ensinar a importância de aprender a guardar é o clássico clichê de "dobrar o pagamento" para crianças que aprenderem a guardar algo. Assim, por meio de um prêmio, elas podem aprender os benefícios de ter paciência.

É o caso de uma sobremesa. Você pode dar uma barra de chocolate e prometer que, caso aquela barra não seja aberta até o final de semana, o seu filho ganhará uma outra barra como prêmio pela paciência. Esse é, afinal, justamente o que fazemos ao investir. E aprender isso desde cedo, com um reforço positivo, é algo muito válido.

2. Use a mesada como ferramenta de educação

Outra forma muito conhecida de educar crianças é adotar uma mesada. Isto é, dar uma pequena quantidade de dinheiro para que ela tenha contato com o capital e comece a gerenciar esses valores para comprar coisas que gostaria.

O efeito é bem interessante, porque ajuda a criança a entender como é necessário guardar para comprar o que gostaria, além de transmitir uma mensagem simples, mas essencial: o dinheiro não cai do céu. Isso porque, ao ver os pais passando o cartão de crédito em novas compras, não há como ela entender essa ideia.

Assim, caso receba R$100 por mês e queira comprar um tênis de R$ 300, o seu filho vai precisar economizar pelo menos por 90 dias até juntar o valor necessário para a aquisição. E esse cenário ajuda a criar maturidade financeira.

A depender da idade e do próprio perfil da criança, o valor pode ser parcelado para evitar gastos por impulso, que são normais nessa faixa etária. Dessa forma, em vez de dar R$ 100 no começo do mês, por exemplo, você pode dividir em R$ 50 por quinzena ou até R$ 25 por semana.

3. Jogue com a criança

A educação financeira não precisa ser chata. Uma forma extremamente divertida de passar o contato com o dinheiro para o seu filho está em utilizar os tradicionais jogos de tabuleiro, em especial aqueles que possuem dinheiro envolvido na sua dinâmica. É o caso, por exemplo, do Banco Imobiliário ou do Jogo da Vida.

Neste caso, dê preferência ao modelo antigo dos jogos, em que o dinheiro é gerenciado com notas de mentira. Hoje em dia, muitos desses jogos adotaram o cartão como símbolo da modernidade, mas eles não têm o mesmo caráter educativo de contar notas ou olhar para outros jogadores e ver a diferença de gerenciar bem o dinheiro na partida.

4. Comece a falar de dinheiro

O diálogo é extremamente importante na educação das crianças — e não é diferente quando o assunto é dinheiro ou mercado financeiro. Portanto, é mais do que recomendável começar cedo a explicar as decisões sobre "por que comprei essa televisão" ou "por que não podemos comprar aquele brinquedo", por exemplo.

Outra ação recomendável é detalhar compras bem básicas de rotina. Leve o seu filho ao supermercado e comece a indicar o que é caro ou barato. Estimule perguntas sobre por qual motivos produtos parecidos, mas de marcas diferentes, não possuem o mesmo preço. Até mesmo o que está sendo comprado pode ser destacado: "estamos levando arroz e feijão porque acabou em casa".

5. Crie a "sessão finanças" em casa

Outra forma de trazer a educação financeira para o seu filho pode ser criar uma "sessão cinema" aos domingos. Nela, você vai assistir um filme com a criança de escolha livre, mas antes será necessário assistir a um vídeo no YouTube que os pais vão escolher (e, aqui, procure um conteúdo bem didático sobre alguma questão financeira).

Estimule uma pequena discussão antes de partir para o filme ou a série que o seu filho escolheu, confirmando se ele aprendeu o que foi abordado no vídeo escolhido. Afinal, como é comum de dizer, "primeiro a obrigação, depois a diversão".

6. Ensine sobre o mercado financeiro

Falar sobre investimentos pode parecer um passo distante para uma criança, mas é bem legal começar cedo a contextualizar como funciona o mercado financeiro. É claro que, nessa etapa inicial, não faz muito sentido abordar os ativos em si — como, por exemplo, títulos públicos, fundos imobiliários ou ações —, mas há formas lúdicas de fazê-lo.

Um exemplo disso é brincar com o seu filho do "jogo do feijão". Nele, você divide igualmente 10 feijões para cada participante, que devem ser distribuídos em duas caixas: verde e vermelha. A ideia é simular uma dinâmica dos diferentes perfis de investimentos (conservador e agressivo).

A proposta pode ser, por exemplo, que cada feijão na caixa verde seja recompensado com um feijão extra, enquanto que a caixa vermelha exija o lançamento de um dado com a seguinte lógica:

  • 6: ganha três feijões
  • 5: ganha dois feijões
  • 4: ganha um feijão
  • 3: perde um feijão
  • 2: perde dois feijões
  • 1: perde três feijões

O objetivo é bem claro: mostrar os efeitos entre segurança e rentabilidade, algo que vai acontecer nas escolhas de investimentos entre renda fixa e renda variável. Importante mostrar para a criança os efeitos do risco, para que ela entenda o que pode acontecer ao exagerar na caixa vermelha.

7. Seja exemplo

Por fim, não se esqueça de que as crianças buscam muitas referências nos adultos que os cercam, especialmente os pais. Portanto, não adianta passar todas as dicas de educação financeira se você não seguir essas recomendações.

Outro ponto importante é compartilhar missões e metas, gerando um estímulo para atingir e recompensar o seu filho com um presente, por exemplo. Crianças gostam muito de desafios.

Ao mesmo tempo, permita o erro também. Seu filho quer gastar toda mesada no primeiro dia? Explique que não é o ideal, mas deixe que ele o faça se for a vontade. No restante do mês, a criança ficará sem dinheiro para seus gastos pessoais e vai entender na prática a importância de guarder. O erro faz parte do aprendizado.

Seguindo essas sete dicas, estamos certos que você poderá transmitir a educação financeira para os seus filhos e torná-los preparados para o momento em que precisarem gerenciar o próprio dinheiro.

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Sobre o autor
Stéfano Bozza
Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.

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