Última modificação em 15 de julho de 2020

O que é Taxa de Entrada?

Ao aplicar em um fundo de investimento, existem alguns valores que devem ser pagos, como as taxas de administração e de performance. Outra cobrança feita, mas que não é mais tão comum a todos os fundos, é a taxa de entrada, também chamada de taxa de ingresso ou taxa de carregamento antecipada.

Como o próprio nome já define, a taxa de entrada é paga no início da aplicação. Ela não é muito bem vista justamente pelo fato de ser cobrada antes mesmo do investidor ver qualquer tipo de rendimento.

Por este motivo, e por impactar no valor total a ser resgatado, a taxa é cobrada por poucas instituições e é feita para fundos de previdência privada, como os fundos PGBL e VGBL e fundos de pensão.

Para que serve a taxa de entrada?

 

O objetivo da taxa de entrada ser cobrada é que ela serve para cobrir os custos de administração e manutenção dos investimentos. Ela também é utilizada para estimular o investidor a permanecer por mais tempo no fundo. Acaba sendo, assim, uma demonstração de interesse para manter a aplicação até obter a rentabilidade prevista.

Depois do pagamento da taxa de entrada, o cotista está sujeito a ter que pagar uma nova taxa durante a aplicação, como é o caso da taxa de saída. A taxa de carregamento pode ser feita no início, que seria a taxa de entrada, somente no resgate (taxa de saída) ou nas duas ocasiões (cobrança dupla). A cobrança é opcional, cabendo ao fundo definir se ela será feita ou não, e de que forma.

Como funciona a taxa de entrada?

O investidor paga a taxa de entrada toda vez que é feita uma nova movimentação. No caso, a cada novo aporte é recolhido um percentual desse valor. Quanto maior for a quantia, maior será a taxa.

A taxa de entrada costuma variar entre 1% e 5% do valor aplicado, mas pode chegar à cobrança máxima de 10%.

Por ser cobrada logo de início, a taxa de entrada já representa uma leve redução no valor do seu investimento. Se você deseja fazer um aporte de R$ 1 mil, por exemplo, e o fundo cobra taxa de entrada de 5%, a quantia a ser aplicada será, na verdade, de R$ 950,00.

Se o fundo cobrar taxa de saída, será mais uma redução no total a ser resgatado, sem contar as demais cobranças, como a taxa de administração ao longo do período de aplicação.

Controvérsia na cobrança

Há controvérsias sobre a cobrança da taxa de entrada por ter um peso significativo para um fundo de previdência. Por se tratar de um investimento de longo prazo, essa cobrança pode representar uma grande diferença se comparado com um fundo em que essa taxa seja isenta.

Para se ter ideia, o pagamento de 5% de taxa de entrada representará, ao longo de 30 anos, cerca de dois anos de contribuição.

Além disso, a taxa de entrada é atribuída oficialmente à remuneração dos gestores. Por conta disso, alguns críticos sugerem que os gestores possam se empenhar mais em atrair novos cotistas e ganhar mais com a taxa de entrada, do que se preocuparem com a performance do fundo em si.

Escolha do fundo de previdência privada

Por serem poucas as instituições que ainda pedem a taxa de entrada, o ideal é optar por aquela que seja isenta dessa cobrança. Além disso, vale comparar todos os custos dos fundos.

Na escolha de um fundo de investimento, não adianta se basear apenas por aquele que tem o menor custo. É importante observar o resultado histórico, além de diversos outros fatores como o risco e a consistência dos ganhos, para avaliar a qualidade da gestão do fundo.

De acordo como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os fundos devem apresentar sua rentabilidade com as taxas já descontadas. Por isso, é válido consultar a lâmina do fundo para conferir os custos.

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