Última modificação em 16 de dezembro de 2020

O que são as red flags?

Red flags (ou bandeiras vermelhas, em português) é uma expressão que pode ser utilizada para diversas sinalizações, a depender do segmento em que é aplicada. No contexto do mercado financeiro, costuma ser associada ao risco.

O risco, no contexto das red flags, contudo, não representa apenas as questões tradicionais que costumamos abordar por aqui, como liquidez ou mercado, mas sim o potencial de problemas que um determinado ativo pode trazer aos seus investidores — administrativos, fraudes ou erros nos seus relatórios contábeis, por exemplo.

Em suma, portanto, podemos dizer que o conceito se aplica para situações que não são desejáveis no contexto dos investimentos, algo que pode afastar o interesse dos investidores. Traz diversos impactos tanto para o ativo (especialmente no caso de ações), como também de precificação no mercado financeiro.

Como funcionam as red flags?

Podemos perceber, portanto, que as red flags trazem um cenário diferente para o investidor. Não se trata de um risco convencional ao ativo, mas sim uma questão problemática, que pode inclusive afetar a qualidade e a reputação do negócio, principalmente no mercado acionário. Para essa medida, utiliza-se o indicador de bandeira vermelha.

De um modo geral, essa ferramenta é muito utilizada por empresas auditoras de documentos contábeis (como Balanço Patrimonial ou Demonstrativo de Fluxo de Caixa, por exemplo) na indicação de potenciais fraudes que possam vir a afetar a imagem e a confiabilidade de uma companhia.

Importante mencionar que a sinalização das red flags não representa, necessariamente, que exista um problema do nível de uma fraude. Essa é apenas uma forma de avisar que há algum tipo de incompatibilidade cujo impacto pode ser ou não comprovado por meio de pesquisa e reavaliação. De qualquer forma, pode ser entendido como um "sinal de alerta".

Ademais, outro ponto essencial é que nem todas as red flags possuem o mesmo impacto no mercado financeiro. Alguns investidores priorizam questões que podem levantar uma bandeira vermelha, enquanto outros podem considerar o mesmo fator como algo secundário e que não desestimularia um investimento. Trata-se de um cenário subjetivo.

Quais são os tipos de red flags?

A cor vermelha é costumeiramente utilizada como sinal de proibido. É o caso do que verificamos no trânsito, como representação de obrigatoriedade de parar. É nesse sentido que surgiu a expressão red flag como indicador de gerenciamento de risco.

Apesar disso, como mencionamos no começo deste artigo, existem diferentes contextos e aplicações dessa ferramenta. Vamos conhecer alguns deles.

Red flag nas empresas

O mercado acionário é um excelente exemplo de contexto em que se usa a ferramenta das red flags para indicar problemas. Aqui, o mais comum é que exista alguma questão com as demonstrações contábeis, conforme mencionado anteriormente.

A maior dificuldade para o investidor é identificar essa questão diretamente. Os erros nos relatórios financeiros, afinal, exigem algum conhecimento técnico e, em muitos casos, não são perceptíveis de forma isolada. É necessário, portanto, criar o hábito de acompanhá-las com recorrência.

É comum que a sinalização de problemas apareça em negócios que não geram lucro ou que possuam uma dívida alta em relação ao patrimônio. No longo prazo, esse cenário pode levar a companhia à falência pela falta de capacidade de honrar com seus compromissos e pagamentos.

Além disso, também podem surgir notícias negativas que afetem a imagem da companhia. E, a depender do time de gestão e do segmento de atuação, o cenário de incerteza pode elevar o risco, algo que é sinalizado com o indicador.

Red flag na economia

Outro cenário de uso desse indicador é a própria economia. Embora seja cíclico e traga momentos de prosperidade alternados com momentos de crise, o cenário econômico pode apresentar problemas. É o caso da criação de uma bolha, algo que costuma gerar consequências graves, como aconteceu nas famosas crises de 1929 e 2008.

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